A presidente #Dilma Rousseff garantiu em entrevista a jornalistas estrangeiros que não renunciará ao seu cargo de presidente em hipótese alguma, e que o processo de #Impeachment que será discutido no senado e no congresso não passa de uma “manobra da oposição” para tirá-la do poder.

As declarações foram dadas a jornalistas do jornal inglês “The Guardian” e para o jornal americano “The New York Times”. A presidente também fez muitas outras declarações e garantiu que o processo de impeachment carece de bases legais e que certamente não resultará na sua destituição do poder.

Segundo o jornal americano, a postura de Dilma na entrevista (que durou mais de uma hora) era desafiador.

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Os jornalistas estrangeiros e Dilma se reuniram no próprio Palácio do Planalto.

Dilma afirmou que a oposição trabalha com a teoria de “quanto pior, melhor”

Durante a entrevista, ela afirmou que se manterá “firme” no cargo e que apelará a todos os meios legais disponíveis para manter sua posição de presidente. Ela também disse que, caso ocorra um impeachment de seu governo, o resultado será o de "cicatrizes duradouras" à democracia brasileira. Em relação ao comportamento da oposição, ela afirmou que a teoria utilizada é de “quanto pior, melhor” e que alguns nomes da oposição se utilizam de “métodos fascistas” para atacá-la.

Em outra passagem da entrevista, Dilma afirmou: “Não sou uma mulher fraca” e “Durmo muito bem à noite”  

Em respostas aos jornalistas ingleses ela respondeu fazendo outras perguntas em relação a sua possível saída do poder, tais como: “Por que eles querem me tirar do poder? Por que eu sou uma mulher fraca? Eu não sou”.

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Perguntada sobre sua opinião acerca da última pesquisa que revelou que 68% da população deseja seu impeachment, ela afirmou que ser vaiada é um muito ruim e desagradável, mas que essas manifestações e pesquisas não a fazem ficar depressiva e triste, e que não tem dificuldades para dormir e que “dorme muito bem à noite”.

Outras perguntas foram feitas sobre recebimento de verbas ilegais para campanha e ela negou que isso tenha ocorrido. Sobre sua tentativa frustrada de empossar o ex-presidente Lula como Ministro da Casa Civil,  ela afirmou que sua posse não teve nada a ver com foro privilegiado e que #Lula sempre foi um grande parceiro e que sua capacidade de articulação e negociação são muito importantes para o seu governo. Ela disse que jamais iria empossar Lula para protegê-lo da Operação Lava Jato e, por consequência, do juiz Sérgio Moro.