O domingo (13) começa sob as expectativas mais diversas. Alguns estão com medo das manifestações se tornarem violentas. Outros, menos realistas, esperam uma nova intervenção do exército, trazendo novamente tempos obscuros para o desenvolvimento do país. Poucos são os que esperam que o atual governo se recupere de suas próprias falhas. Não importa qual a expectativa, este não é um domingo normal.

Como começaram as manifestações?

Em Brasília, a esplanada dos ministérios começou com um pequeno grupo, para os mais de 50 mil manifestantes esperados. Os manifestantes fizeram um minuto de silêncio, seguidos do canto do hino nacional.

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O Pai Nosso foi rezado em uníssono. O boneco de Lula presidiário domina a paisagem. Mulheres vestidas como Dilma, mostram caricaturas sobre a presidente. Carros de som agitam a multidão que começa a ser formada. Carolina Bahia, colunista do grupo RBS, anuncia o início da guerra de números em Brasília. Polícia anuncia número que prevê 20 mil pessoas, contra os 200 mil previstos pelos manifestantes.

Em Belém bonecos de Dilma e #Lula e o verde e amarelo enchem as ruas.

Em Curitiba, o foguetório acorda aqueles que querem dormir até mais tarde e ignorar o que acontece em seu país, em efervescência política. Helicópteros ajudam a deixar todos atentos. A lembrança da repressão aos professores volta à mente de muitas pessoas. É uma imagem difícil de esquecer. Palavras de ordem contra Richa (o atual governador) podem ser ouvidas.

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Agora, 11:30, o foguetório é ensurdecedor e o barulho de helicópteros é grande.

Em Tocantins a praça da Bandeira se agita e manifestantes começam a chegar.

O farol da Barra na Bahia começa a se agitar. Trios elétricos puxam as manifestações.

No Rio de Janeiro, carros de som puxam palavras de ordem. A música “eu tô saudando a mandioca” e outras paródias às falas da presidenta e do ex-presidente são cantadas. O refrão mais cantado na Bahia e em todo o Brasil é “fora PT”. O movimento contrasta com a grande aprovação que a presidente e Lula tinham antes das revelações que colocam o país em polvorosa política e social.

Em Porto Alegre, as manifestações iniciaram cedo, bem antes do horário, previsto

para o início da tarde. Os favoráveis ao impeachment se reúnem no Parcão e os contrários de reúnem na Redenção. A distância parece ser segura, e todos esperam que as provocações não passem disso.

Participantes do movimento Brasil Livre começam a agitar o domingo em diversas outras capitais. O alvo de derrubar o PT pode, finalmente, chegar a um estágio mais avançado, com a manifestação popular agitando as bases de muitos políticos, que podem perder a motivação em continuar apoiando o atual governo.

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No fechamento deste sábado, em sua visita ao município de Franco da Rocha em São Paulo, Dilma pediu a todos paz e respeito nas manifestações deste domingo de protestos.  As redes sociais estão atentas e as primeiras fotos começam a chegar no Instagram. O Twitter se agita e diversas hastags trazem locais onde os manifestantes podem registrar a suas opiniões sobre o que está acontecendo no país. Fique atento e reze junto com aqueles que pedem que a violência não se instale nas ruas do país. #Dilma Rousseff #Crise no Brasil