Se você pensa que a o Partido dos Trabalhadores (#PT) é a grande fonte de #Corrupção no Brasil, você está enganado. Quando analisamos os grandes escândalos de desvios de dinheiro público no país, fica claro que a tal crise profunda que vivemos hoje em dia é muito mais fruto de uma agitação político-partidária que realidade nua e crua. Não é uma questão de quem rouba mais ou menos, mas de entender que somente eficientes reformas política, tributária, criminal e na mídia podem começar a melhorar as coisas no Brasil. Desde sempre nosso país foi assolado pela corrupção. Durante muitos anos, muitos casos ficaram sem investigação, penas prescreveram, corruptos ficaram à solta e estão aí até hoje exercendo mandatos, eleitos pelo povo.

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Durante o período da Ditadura Militar (1964-1985) houve enormes casos de corrupção e negociatas pra lá de suspeitas em vários lugares do país. Grandes obras do período como a rodovia Transamazônica, a Ferrovia do Aço e as usinas nucleares de Angra 2 e Angra 3 foram exemplos de desperdício escancarado de dinheiro público. Porém, o regime político de Ditadura e a censura à imprensa impediam que as notícias fossem investigadas e denunciadas. A democracia, no entanto, permite que se publique as informações. A política brasileira sempre esteve às voltas com a corrupção, negociatas e mau uso do dinheiro público. E isso não tem a ver com partidos, mas sim com políticos mal intencionados. Confira quatro casos de corrupção brasileiros que fazem os atuais parecerem brincadeira de criança.

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Privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) (Mais de 100 bilhões de reais)

Será impossível saber, na realidade, qual o real prejuízo causado pelas privatizações que aconteceram durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Empresas valiosíssimas como a Vale do Rio Doce foram privatizadas com valores pífios, praticamente dadas de graça para a iniciativa privada. Em 2006, Maira Kubik, que faz parte da Associação dos Engenheiros da Petrobrás (AEPET), estimou que a mineradora valia R$ 100 bilhões, mas foi vendida por ridículos R$ 3,3 bilhões. Uma campanha massiva na grande imprensa brasileira apoiou incondicionalmente a venda do patrimônio nacional. Entre 1994 e 2002, o governo de Fernando Henrique Cardoso vendeu nada menos que 125 empresas públicas brasileiras. Um estrago impossível de ser calculado.

Escândalo do Banestado (84 bilhões de reais)

O Banco do Estado do Paraná foi simplesmente assaltado entre 1996 e 2000. Durante este período, cerca de 84 bilhões de reais foram enviados para fora do país ilegalmente utilizando contas internacionais CC5.

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O Brasil vivia sob o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e o governador paranaense era Jaime Lerner (DEM). Entre os indiciados estavam Gustavo Franco (presidente do Banco Central no governo de Fernando Henrique Cardoso) e o ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta. Após as investigações, 14 pessoas foram condenadas, porém após 10 anos de trâmites jurídicos, as penas prescreveram. Ninguém foi preso.

Vampiros da Saúde (2,4 bilhões de reais)

Durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), uma verdadeira quadrilha atuou no Ministério da Saúde, cujo ministro era José Serra (PSDB). Entre 1990 e 1994, empresários, lobistas, políticos e funcionários do Ministério fraudaram licitações de compra de material médico superfaturando os valores dos itens comprados para o SUS. O Ministro José Serra recebeu denúncias e tomou conhecimento do caso durante o período em que ainda exercia o cargo. Mas nada foi feito.

Escândalo Banco Marka e Banco Fonte Cindam (1,4 bilhão de reais)

Em 1999, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o Banco Central decidiu ajudar os bancos Marka e FonteCindam, que estavam em apuros após a desvalorização do Real frente ao dólar. Os dois bancos receberam o benefício de negociar o dólar com um preço abaixo do mercado para poupar o patrimônio dos banqueiros Salvatore Cacciola (Marka) e Luís Antônio Gonçalves (FonteCindam). #Crise no Brasil