Agora é para valer! Depois das manifestações que aconteceram no último domingo (13), que foram contra a atual presidente Dilma Rousseff. #Eduardo Cunha chegou a Brasília disposto a fazer o processo de impeachment andar. "Não é por causa da manifestação. É uma decisão do Supremo. E ficou decidido de dar início na quarta feira, e com essa decisão, nós vamos tocar com serenidade. Até para que não digam que o processo está sendo obstruído", falou Eduardo Cunha.

Apesar de alguns líderes tucanos terem sido hostilizados, na avenida Paulista em São Paulo, a oposição também voltou fortalecida, e acredita que os parlamentares que estavam com dúvidas sobre o afastamento de #Dilma Rousseff, agora irão se posicionar. Esse é um movimento inédito na história da república, e reflete muito, especialmente em cima de quem estava um pouco indeciso.

Publicidade
Publicidade

Os oposicionistas criticaram a nota da presidente Dilma, que ressaltou o caráter pacífico das manifestações, mas não fez nenhuma menção para algum tipo de mudança no rumo do governo.

O PMDB que já está com o pé fora da aliança com o planalto, principalmente  depois da convenção nacional do partido que aconteceu no sábado (12), não esconde a vontade de ver Rousseff fora do palácio do planalto.

Os petistas no Congresso Nacional justificaram mais uma vez as manifestações de rua, como sendo um movimento daqueles que votaram contra a presidente Dilma, nas últimas eleições. E classificaram o envolvimento da oposição como uma tentativa de golpe.

A expectativa agora fica por conta da decisão do Supremo Tribunal Federal, que, nesta quarta feira (16), vai julgar os recursos do presidente da câmara sobre o #Impeachment.

Publicidade

Assim que o supremo bater o martelo, Eduardo Cunha pretende convocar os líderes dos partidos. Ele pedirá a indicação dos representantes, para, na sexta feira (18), fazer a instalação da comissão especial, que vai analisar o processo de afastamento de Dilma.

Cunha acredita que, no máximo em 45 dias, o caso será votado no plenário da câmara.

Para que o impeachment seja admitido são necessários os votos, de 342 dos 513 deputados.

Se o supremo mantiver a decisão anterior, a presidente só será afastada do cargo, depois que o senado aceitar, por maioria simples, a denúncia encaminhada pela câmara. Caso isso aconteça, o vice Michel Temer irá assumir o cargo e Dilma será julgada em até 6 meses, pelos senadores em uma seção comandada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal.