Os 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) reuniram-se na tarde desta quarta-feira (01), para analisar as denúncias de #Corrupção envolvendo o presidente da Câmara dos deputados, #Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Seis dos 11 ministros já votaram pela abertura de processo contra Eduardo Cunha, os outros 05 Ministros irão votar nesta quinta-feira (3).

As denúncias contra Cunha foram apresentadas em agosto de 2015 pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot. A denúncia consiste em recebimento por Cunha entre 2006 e 2012 do valor de R$5 milhões para facilitar a compra pela Petrobras de navios-sonda. Esses navios foram construídos pelo estaleiro sul-coreano Samsung Heavy Industries para operarem na exploração de petróleo no Golfo do México.

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O valor total da propina seria de R$ 40 milhões, acertada com Júlio Camargo representante da Sansung. Os envolvidos na operação, além de Cunha, estavam o lobista Fernando Baiano e o ex-diretor Nestor Cerveró que foi o responsável pela aprovação da compra.

A Procuradoria Geral da República (PGR) argumenta que em 2009, após a entrega dos navios, Júlio Camargo parou de receber comissões deixando de repassar os valores acertados para Cunha. Nesse momento Eduardo Cunha começa a exercer pressão sobre Júlio Camargo cobrando os valores devidos.

Cunha tem mais duas investigações tramitando na PGR, uma sobre contas na Suíça em seu nome, no da esposa e da filha. A outra investigação é sobre um suposto recebimento de propina na construção do Porto Maravilha. Essa obra foi realizada pela OAS, Odebrecht e Carioca Christiani Nielsen Engenharia, nessa negociação estima-se um recebimento de propina de R$52 milhões.

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Defesa de Cunha

Os advogados de Eduardo Cunha tentaram provar que o seu cliente não conhecia Fernando Baiano e Júlio Camargo e também não tinha influência na diretoria da Petrobras para influenciar nas negociações.

Os advogados também alegam que os depoimentos de Júlio Camargo não devem ser considerados, pois não foram feitos na delação e sim depois em depoimentos complementares, e que o delator mentiu sobre pressão da PGR. #Lava Jato