Em pronunciamento realizado na tarde desta sexta-feira (11), no Palácio do Planalto, a presidente #Dilma Rousseff classificou o mandado de prisão expedido pelo Ministério Público de São Paulo, contra o ex-presidente Luíz Inácio #Lula da Silva, como um ato "absurdo", "sem motivação jurídica" e que “passou dos limites”. Segundo ela “O governo repudia, em gênero, número e grau, esse ato praticado contra o presidente Lula”. Afirmou ainda que seria uma honra ter Lula como ministro em seu governo, por ele ser uma pessoa experiente, com habilidades na formulação e gestão de políticas.

Durante sua fala criticou, o que qualificou como “vazamentos seletivos” da delação feita pelo senador Delcídio do Amaral aos investigadores da Operação Lava-Jato. 

Como autodefesa, declarou que não há nenhum ato contra ela e descartou a possibilidade de renunciar ao mandato.

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Segundo ela, os pedidos de renúncia feitos por seus adversários políticos apenas reforçam a inexistência de base para um processo de impeachment. "A renúncia é um ato voluntário. Aqueles que querem a renúncia estão reconhecendo que não há uma base real para pedir a minha saída desse cargo. Portanto, por interesses políticos de quem quer que seja, por definições de quem quer que seja, eu não sairei desse cargo sem que haja motivo para tal" - declarou.

 Além de desconsiderar a hipótese de deixar o cargo, ela contrariou as afirmações da jornalista Mônica Bergamo, que, em sua coluna no jornal Folha de S.Paulo, disse que a presidente “reage com resignação” ao diagnóstico que seu mandato pode não chegar ao final.

Entretanto, durante a coletiva, a presidente chegou a cometer um ato falho: "Pelo respeito que eu tenho ao povo brasileiro, eu me renuncio”, afirmou (assista o vídeo).

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Sua intenção era, na verdade, dizer que não se resignaria e lutaria para manter o cargo. “Vocês acham que eu tenho cara de estar resignada? Vocês acham que eu tenho gênio para me resignar e renunciar?”, disse.

Mobilizações de protesto contra o governo estão sendo marcadas para o próximo dia 13 de março, em todo o país.

  #Corrupção