A Embaixada da Itália, no Brasil, divulgou nesta sexta-feira, dia 25, uma nota desmentindo o artigo "O plano secreto de #Lula para evitar a prisão: pedir asilo à Itália e deixar o Brasil", publicado pela revista Veja. A matéria, que está na capa da revista que começa a circular neste final de semana, traz informações exclusivas sobre um possível plano de fuga que estaria sendo organizado para tirar Lula do país e assim evitar uma possível prisão.

A resposta do embaixador da Itália no Brasil, Rafaelle Trombetta, veio após a divulgação da matéria pela internet, na qual são descritas conversas do representante italiano com o próprio Lula e com seus apoiadores.

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Na nota, a sede diplomática da Itália, em Brasília, diz que "As informações referentes à Embaixada e às supostas conversas do Embaixador Raffaele Trombetta são inverídicas".

Ainda segundo o comunicado, que procura explicar a presença do embaixador em uma cerimônia do Palácio do Planalto, a pessoa que se encontrava na primeira fila, não era o embaixador.  A revista publicou supostas fotos de Trombetta, em uma cerimônia oficial, na primeira fila. Segundo a diplomacia, o representante da Itália ficou acomodado, o tempo todo, na área reservada para autoridades diplomáticas e disse que a figura da foto não era o mesmo.

As informações apuradas pela revista Veja

A reportagem publicada pela revista afirma que no último dia 16, o embaixador Rafaelle Trombetta promoveu um jantar na própria Embaixada, em Brasília.

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O evento foi restrito para 40 convidados e contou com a presença de vários amigos e aliados do ex-presidente Lula. Nesta festa, tanto o embaixador quanto os apoiadores do ex-presidente teriam comentado sobre a opção do petista em solicitar asilo político no país italiano, além de suas consequências.

No seguinte trecho, a revista dá detalhes de como seria a "operação" secreta: "O plano prevê que Lula pediria asilo a uma embaixada, de preferência a da Itália, depois de negociar uma espécie de salvo-conduto no Congresso, que lhe daria permissão para deslocar-se da embaixada até o aeroporto sem ser detido --e, do aeroporto, voaria para o país do asilo".

No comunicado, a embaixada negou todas as informações divulgadas na reportagem e, ao mesmo tempo que tentou esclarecer os fatos, mandou claramente um recado ao jornalista, autor da matéria: "não se queira comentar fatos que, no que tange à Embaixada, eram e são totalmente inexistentes".  #Governo #PT