A suposta “pré-delação” premiada, ainda falta homologação por parte de Teori Zavascki, do senador Delcídio Amaral divulgada na edição desta quinta-feira (3) pela revista “IstoÉ” caiu como uma bomba em Brasília. Em um dos dias mais movimentados da história política da Capital Federal, muitas foram as especulações e declarações, mas poucas informações precisas.

Para isso, vamos explicar ponto a ponto os cinco momentos em que a presidente #Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula foram citados por Delcídio, seus fatos, as acusações e argumentações.

Dilma

Interferência na Lava Jato

Delcídio Amaral, supostamente, segundo a revista “IstoÉ”, teria afirmado que a presidente Dilma usou seu poder para nomear um ministro para o Superior Tribunal de Justiça (STF) que fosse capaz de votar para que os empreiteiros denunciados na Lava Jato fossem soltos.O senador teria afirmado que a presidente contava com a ajuda do então ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para liberar os presos.

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Um dos movimentos da presidente foi se reunir com Delcídio para que o próprio fosse conversar com o desembargador Marcelo Navarro, o escolhido para ser o representante da presidente no STF. Dilma queria que o desembargador garantisse a Delcídio sua inteira participação na liberação de habeas corpus para os empreiteiros presos. Na suposta reunião – que Delcídio afirma ser possível comprovar pelas câmeras de segurança do Planalto – Navarro ratificou a participação e que já tinha sido alertado pelo dr. Falcão (presidente do STJ, Francisco Falcão).

Compra de Pasadena

“Dilma tinha pleno conhecimento de todo o processo de aquisição da refinaria. A aquisição foi feita com conhecimento de todos. Sem exceção”, afirmou Delcídio.

A compra da refinaria é considerada uma das mais desastrosas da história da Petrobras.

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O acordo firmado em 2006, com superfaturamento, custou US$ 792 milhões. Há época, Dilma presidia o Conselho Administrativo da estatal. Delcídio afirma saber da participação de Dilma porque estava na Bahia no dia da aprovação no Conselho e teria recebido uma ligação da própria Dilma informando dos fatos.

Ela já se defendeu outras vezes afirmando que não sabia das cláusulas desfavoráveis a Petrobras. Nota reenviada à imprensa hoje, ao passo que já havia sido entregue para esclarecimentos em outro momento, afirma:

"Fica demonstrado que a decisão adotada pelo Conselho de Administração de compra de 50% das ações foi baseada nas informações do resumo executivo, conforme mostram as atas".

Indicação de Cerveró

Até essa quinta-feira, a indicação de Nestor Cerveró, ex-diretor internacional da Petrobras, era atribuída a #Lula, porém, segundo suposta afirmação de Delcídio, Dilma teve influência determinante na escolha. O senador teria afirmado que Dilma teria ligado para ele duas vezes, uma perguntando se Cerveró já havia sido convidado para o cargo na diretoria da BR Distribuidora e na segunda vez informando que ele já havia aceitado o convite.

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Lula

Interferência

Delcídio foi preso no ano passado por tentativa de interferência na Lava Jato quando em conversa com o filho de Cerveró planejava a fuga do país do ex-diretor da Petrobras. Porém, segundo a suposta delação, Lula, na verdade, foi quem mandou Delcídio realizar os pagamentos a família de Cerveró.

Lula teria pedido isso para que Cerveró permanecesse calado e não envolvesse o nome de seu amigo pessoal, o pecuarista José Carlos Bumlai, em sua delação. Segundo o documento apresentado pela revista “IstoÉ”, Maurício Bumlai, filho de José Carlos, entregou a Delcídio R$ 50 mil que, posteriormente, teriam sido entregues ao advogado de Cerveró pelo próprio senador. O total recebido pela família teria chegado a R$ 250 mil

Comprou silêncio de Marcos Valério

E a suposta delação de Delcídio não ficou apenas no Petrolão. Segundo o documento publicado pela “IstoÉ”, Lula e Palocci teriam intermediado um pagamento a Marcos Valério para que ele ficasse calado em depoimento a CPI dos Correios. #PT