A decisão da presidente Dilma Rousseff de nomear Eugênio Aragão como o novo ministro da Justiça passou por aprovação de Rodrigo Janot, procurador-geral da República. O ex-subprocurador-geral da República tem a seu favor um nome de respeito para fortalecê-lo em caso de divergências com o #Governo e, além disso, não tem vínculo com partidos políticos, o que deixa seu caminho mais tranquilo para trabalhar no atual momento da conturbada política brasileira.

A indicação de Aragão foi necessária depois de Wellington César ser impedido pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de conciliar os cargos de procurador na Bahia e de atuar na Esplanada dos Ministérios.

Publicidade
Publicidade

Wellington César permaneceu por somente onze dias no cargo, após ter sido nomeado pela presidente, em substituição a José Eduardo Cardozo, que pediu demissão depois de constantes ataques. O agora ex-ministro Wellington César - que havia sido indicado por Jacques Wagner, ministro da Casa Civil -, apresentou sua carta de demissão ainda nesta segunda-feira, um dia após as manifestações que pediram o fim do governo de Dilma Rousseff.

Rodrigo Janot tomou a iniciativa de indicar Eugênio Aragão para evitar que surgissem novos incidentes envolvendo a Operação #Lava Jato, como interferências nas investigações, já que membros do governo, e o fundador do Partido dos Trabalhadores, Luiz Inácio Lula da Silva, estão sendo acusados no processo. Desta forma, o ministro da Justiça terá menos dificuldades para desmembrar possíveis enlaces de cunho político.

Publicidade

José Eduardo Cardozo, um dos nomes fortes do PT, entrou em rota de colisão com caciques do partido e acabou sendo conduzido para Advocacia-Geral da União. O próprio Cardozo teria tomado a decisão de deixar a pasta já há algum tempo, por suposta pressão de seu partido. O ex-ministro da Justiça vinha sofrendo pressão da base aliada e supostamente de empresários interessados na interrupção nas investigações da Operação Lava Jato. No entanto, ele preferiu ser conduzido para outro setor e deixar o Ministério da Justiça para alguém que não estivesse ligado diretamente com partidos políticos interessados nos desdobramentos da Operação. #Crise no Brasil