Evo Morales, presidente da Bolívia, já está promovendo uma reunião emergencial da UNASUL - União das Nações Sul-Americanas, no intuito de buscar apoio à presidente do Brasil, #Dilma Rousseff, e também para ajudar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O presidente boliviano diz querer ajudar na defesa da democracia brasileira e que para isto é preciso defender Lula e Dilma. Por isto ele espera que o presidente da Unasul, Tabaré Vásquez, assim como todos os demais presidentes dos países vizinhos ao Brasil, se mobilizem posicionando o quanto antes em apoio aos seus dois companheiros.

Ainda de acordo com Evo Morales, o que se vê no Brasil é um "golpe do Congresso" que tem sido maquinado por "grupos oligárquicos dos Estados Unidos", para impedir que Lula possa voltar a ser candidato a presidente do país já nas próximas eleições.

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O discurso do presidente boliviano foi na cidade de El Alto e serviu para trazer ainda mais polêmica para o clima tenso na política brasileira.

Rodolfo Nin Novoa, chanceler uruguaio, já avisou que está indo a todos os países que pertencem à Unasul para pedir que haja respeito em relação à ordem institucional no Brasil.

Em ato público, Morales pediu que os presidentes da América do Sul façam uma reunião no Brasil como forma de defender Dilma e também o "companheiro Lula" e que em breve possa receber o convite para vir ao país participar deste encontro que iria fortalecer sua "companheira".

Por várias vezes, em anos anteriores, o presidente boliviano chamou Lula de irmão mais velho e sempre teve ótima relação tanto com o ex-presidente do Brasil como também com Dilma Rousseff.

Evo Morales agora acusa a direita brasileira de querer assumir o poder usando de um golpe e tentando impedir que o Lula possa se candidatar novamente à presidência do país e ainda tentam tirar Dilma da presidência sem motivos reais para isto.

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Para alfinetar mais uma vez os Estados Unidos, Evo Morales disse temer que os Estados Unidos esteja preparando "um golpe ou uma intervenção militar" na Venezuela e que está temeroso disto acontecer, pois haveria confrontos armados e muitas mortes. #Impeachment #Crise no Brasil