Eros Grau, ex ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), fez uma declaração assinada neste sábado (26), em que fala sobre o processo de #Impeachment da presidente #Dilma Rousseff, Grau acredita que quem está submetido ao julgamento, e não seja criminoso, encara de forma digna o procedimento, provando não ser agente de comportamento delituoso. Grau diz ser totalmente a favor do julgamento contra a presidente Dilma e que ao caracterizar o impeachment de golpe é "uma agressão à Constituição brasileira", relata.

No dia 4 de abril de 2016, os organizadores de um evento no logradouro do Largo de São Francisco, em São Paulo, receberam uma declaração enviada de Eros Grau, em que ele explica o artigo 85 da Constituição:

"crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atendem contra si, especificando sete espécies de ilícitos penais", e o artigo 86 expressando que quando uma acusação é aceita por dois terços da Câmara dos Deputados, o #Senado Federal então irá julgar o chefe de Estado, artigo também indicado por ele.

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Grau foi nomeado como ministro em 2004 pelo ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva e exerceu a função até 2010. Ele enfatiza que se o Presidente da República cometeu crimes de responsabilidade, chamar o impeachment de golpe é inconveniente, em suas palavras e considerar um processo legal, de golpe, "é expressiva de desabrida agressão á Constituição".

O delinquente tudo faz

Para Eros Grau, quem é honesto e digno não teme enfrentar um julgamento do Senado Federal e aponta que o delinquente tudo faz para se safar e procura sempre por uma fuga, sendo um claro sinal de que o julgado demostra comportamento inadequado diante dos fatos. Em sua carta escrita e assinada em Paris, o ex-ministro do STF diz que impedir o que está na Constituição é o mesmo que confessar um crime, de acordo com o ditado popular "quem não deve, não teme" , além de esclarecer que se, por ventura, um delinquente grita e se enfurece tentando encontrar apoio para evitar a Constituição, o mesmo tenta se esquivar do processo no Congresso Nacional, ou seja, utilizando-se como exemplo de que a presidente da República tem seus argumentos contrariados, baseando-se na Constituição.