Nesta terça-feira (29), foi selado o rompimento oficial do PMDB com o #Governo Dilma Rousseff. A reunião foi tensa, porém, foi um ato simbólico em cerimônia de apenas 4 minutos. O partido, agora ex-aliado do governo petista, decretou por aclamação, aos gritos de "Fora PT", a saída oficial da base de sustentação de Dilma. A reunião foi comandada pelo vice-presidente da sigla, Romero Jucá, senador pelo estado de Roraima. A reunião contou ainda, com a presença do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha(RJ), porém, sem a participação de outro cacique de papel relevante no partido, o senador Renan Calheiros (AL).

A reunião agendada para esta terça (29) foi habilmente articulada pelo vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, #Michel Temer, que inclusive, rejeitou pedidos de deputados e senadores da ala governista da sigla, que insistiam em postergar o encontro partidário para o dia 12 de abril.

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A manutenção da decisão de rompimento ou não com o governo para esta terça, sinalizou também uma derrota política para o governo e, principalmente, uma derrota fragorosa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ainda tinha esperanças de que o PMDB continuasse na base de apoio do governo. O ex-mandatário do país havia tentado, algumas vezes, um apoio explícito por parte do vice-presidente Temer, porém, sem sucesso. Temer não baixou a cabeça, e concretizou o sonho da maioria dos correligionários do partido, em seus diretórios estaduais, que conclamavam exponencialmente, a ruptura do apoio da sigla, em relação ao governo da presidente Dilma Rousseff, já tão desacreditado por parcela majoritária da sociedade civil brasileira, inclusive, como se pôde verificar nos últimos protestos pelo impeachment, no dia 13 de março, consideradas as  maiores manifestações da história recente do país.

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PMDB fora do Governo

A reunião do diretório nacional do PMDB selou a saída do governo a toque de caixa. Romero Jucá, em um breve discurso, afirmou que "o PMDB se retira da base do governo Dilma e que nenhum político desta agremiação está autorizado a exercer qualquer cargo federal, em nome do partido", declarou, de modo categórico. A reunião pôde ainda confrontar alguns correligionários que insistem em permanecer na base de apoio, o que pode ainda resultar num processo de expulsão, conforme análise da direção da sigla.

O diretório nacional do PMDB, em quase sua totalidade, tem a percepção de que Dilma não consegue mais conter o avanço do processo de impeachment. Com a saída do partido da base de apoio do governo, outras siglas podem seguir o mesmo caminho, resultando numa debandada de enormes proporções e, por fim, deixar o governo totalmente isolado neste momento de grave crise política enfrentada pelo país. #Crise no Brasil