Sem justificativas plausíveis, espantoso manuscrito de Alberto Youssef não chegou às mãos da Policia Federal da #Lava Jato. Segundo relatos, trata-se de um bilhete escrito de próprio punho pelo doleiro e no qual faz menção à Presidente Dilma. Este bilhete foi guardado a sete chaves pelos integrantes da Lava Jato e é a principal revelação do livro escrito pelo delegado Romeu Tuma Jr, que tem como título  Assassinato de Reputações II - muito além da Lava Jato e será lançado esta semana de acordo com a revista Isto é. É a primeira prova que liga a Presidente ao doleiro Youssef, pois no manuscrito constam o registro de "1.000.000 Bsb" que quer dizer  um milhão Brasília.

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Também consta ao lado do nome de Dilma o número 17 e a palavra viagem e o que parece ser um horário "16:30". No primeiro item  Alberto Youssef se refere a um "novo embaixador" e na sequência ele quer dizer o pagamento de uma quantia - "1.000 - pagar 50".

Informações valiosas

De acordo com a secretária de Alberto Youssef, uma das explicações para o bilhete seria algum pagamento feito à presidente Dilma. Ela teria declarado ainda que teria presenciado o delegado Marcio Anselmo, acompanhado do agente Rodrigo Prado, vibrar e dizer "que coisa maravilhosa". Afirmou que na mesma hora ligou o fato a suspeita de que Dilma fazia parte do esquema. Meire declarou, também, que no dia seguinte começou ali o seu trabalho de agente infiltrada da PF e que teria recebido um e-mail do agente Rodrigo Prado dizendo que manteriam contato.

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Por mais de um ano e até meados de 2015, a contadora manteve os agentes da PF informados com importantes e relevantes materiais considerados como provas pela operação Lava Jato contra os envolvidos no esquema de #Corrupção da Petrobras. Estes relatos foram contundentes para deflagrar operações que vieram depois.

Sumiço de provas

Espantosamente, o bilhete que havia sido entregue por Meire aos agentes não se encontra incorporado às provas contra Alberto Youssef. O documento nunca chegou à Procuradoria Geral da República, conforme um integrante da mesma revelou à revista Isto É. Em 17 de março de 2014, Youssef foi preso, iniciando seus depoimentos mas, quando o manuscrito chegou às mãos da PF em 29 de abril de 2014, as campanhas para as eleições presidenciais estavam às vésperas de acontecer. Meire afirmou, ainda, que havia sido ouvida pela operação e que, quando procurou a PF em São Paulo no ano de 2012, foi recebida pelo Delegado Otavio Margonari Russo, lotado na Lapa de baixo, na zona oeste da capital.

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Segundo ela, teria levado tudo que possuía de indícios contra Alberto Youssef e o PT. Neste dia, o delegado prometeu investigar mas não tomou seu depoimento e duas semanas depois, quando Meire ligou pedindo uma posição, o delegado simplesmente a pediu que não ligasse mais em sua delegacia e  que, se ele precisasse, o mesmo ligaria. Apesar disso, ela nunca mais teve notícias. 

Procuradoria da Lava Jato

A secretária relatou tudo aos integrantes da promotoria da Lava Jato, quais sejam: Deltan Dallagnol, Roberson Pozzedon e Carlos Fernando. Também estavam lá Marcio Anselmo e Rodrigo Prado. A secretária declarou que nada aconteceu quando denunciou o doleiro Youssef, em 2012, para o delegado da PF de São Paulo, ao que Dallagnol perguntou: "como assim? Você foi informado disso Marcio?". Marcio teria respondido que sabia e que esteve lá com um colega deles, mas o delegado estava cheio de trabalho e não levou o caso adiante. Segundo Meire, o agente Rodrigo Prado havia lhe dito que Otavio Russo  havia cometido o crime de prevaricação. Para Romeu Tuma Jr., o governo tinha muito interesse em não ter essas informações vazadas no meio da campanha da Presidente Dilma. #Dilma Rousseff