O partido político PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro), é o maior partido da Câmara e do senado com 68 parlamentares, ao todo 119 integrantes. O partido decidiu romper laços com o governo de #Dilma Rousseff, cujo objetivo é apoiar e fortalecer o vice-presidente Michel Temer, entregando sete ministérios e 600 cargos na máquina pública federal, sendo confirmado essa decisão nessa tarde de terça-feira (29).

Em uma conversa no domingo (27), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentou convencer Michel Temer a mudar de ideia sobre o afastamento do partido, mas acabou sendo em vão após o presidente do partido responder que seu trabalho será investido no Impeachment de Dilma. Após essa tentativa Dilma também tentou através de uma avaliação feita por seis dos sete ministros do partido de seu vice de reatar o apoio do PMDB, mas sem sucesso. Não foi a primeira tentativa da presidente, pois no ano passado ela aumentou o espaço do maior partido da Câmara dentro do governo que chegou a ter sete ministérios.

A aceleração para essa decisão foi depois que o deputado Mauro Lopes foi nomeado para ser ministro da Secretaria de Aviação Civil, mesmo após a proibição de membros do partido poder possuir novos cargos no executivo.

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Isso foi ocasionado pelo fato da Presidente Dilma ignorar essa proibição, aumentando assim a desavença entre o PMDB e o Palácio do Planalto.

Esse rompimento foi dado por aclamação, sem haver o registro de voto nominal. A reunião foi realizada às 15 horas em uma das comissões da Câmara, e não teve a presença de Temer, pois segundo a justificativa do mesmo, ele não quis influenciar e nem ser acusado de patrocinar essa decisão. Por isso a condução dos trabalhos foi feita pelo senador Romero Jucá.

Temer está confiante com esse rompimento e esperançoso para que o impeachment da presidente seja efetuado, conseguindo ele mesmo o cargo já que é o primeiro na "linha da sucessão". A decisão da saída do partido também é apoiada pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha, sendo ele peemedebista.