Dez ações contra a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva chegaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (17). Dessas dez ações, sete terão como relator o ministro Gilmar Mendes. As ações se baseiam na suspensão da nomeação de Lula como ministro pela presidente Dilma Rousseff. Nos processos há argumentos que dizem que a presidente não pode nomear Lula, pois estaria tentando livrar o ex-presidente das investigações da Lava Jato. Lula, estando como ministro da Casa Civil, teria foro privilegiado e passaria a ser investigado pelo Supremo Tribunal Federal, escapando das mãos do juiz federal Sérgio Moro. Essas ações vieram de vários partidos e pessoas comuns.

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Teori Zavscki e Marco Aurélio Mello também serão relatores de algumas ações. 

Suspensão da posse

Luiz Inácio Lula da Silva, em cerimônia no palácio do Planalto, recebeu posse nesta quinta-feira, aproximadamente às 10h40. Lula estava ao lado de Dilma Rousseff, que em seu pronunciamento elevou o ex-presidente com elogios e confiança em seu trabalho. Porém, a alegria dos petistas durou pouco. Uma hora depois da posse, o juiz federal Itagiba Catta Preta Neto, do Distrito Federal, através de uma liminar provisória suspendeu a posse. José Eduardo Cardozo, advogado-geral da União, entrou logo em seguida com um recurso no Tribunal Regional Federal da 1° Região para anular esta liminar provisória que suspendeu a nomeação do ex-presidente Lula. Cardozo, em entrevista nesta quinta-feira, negou que houve "desvio de poder ou finalidade" na escolha de Lula para o cargo de ministro-chefe da Casa Civil do #Governo de Dilma.

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Ministro Gilmar Mendes

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, criticou veemente a nomeação de Lula para o cargo de chefe da Casa Civil nesta quarta-feira. De acordo com Mendes, Luiz Inácio Lula da Silva queria fugir a todo custo das investigações da Operação #Lava Jato, em Curitiba. O ministro ainda afirmou que a nomeação de Lula para este cargo alto na administração deixa muito "mal" a Suprema Corte.