A presidente #Dilma Rousseff autorizou, nesta terça-feira, dia 29, a impressão "extra" do Diário Oficial, que edita decreto, assinado pela mesma, autorizando a liberação de verbas do orçamento que atenda a emendas propostas por deputados e senadores. Deste modo, ficam ampliados, segundo o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, os limites mensais de desembolsos para oito ministérios. Com a manobra, o #Governo tenta minimizar o impacto político que a saída do PMDB irá causar na base governista.

A liberação de verbas pelo governo para atender a demanda das bancadas parlamentares faz parte do processo de negociação entre o Executivo e o Legislativo.

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A medida possui o objetivo de atender, de forma mais rápida, aos gastos já incluídos no orçamento oficial e que são conhecidos como emendas parlamentares.

O decreto assinado por Dilma Rousseff vai beneficiar diretamente as bancadas estaduais que poderão contar com recursos destinados à execução de projetos em seus respectivos estados.

Apesar do aumento do montante a ser utilizado pelo governo, o total das despesas não sofrerá nenhum tipo de elevação, visto que a previsão de uma possível elevação já estava contemplada no orçamento deste ano.

Com a medida, os gastos poderão chegar, até abril próximo, ao valor de R$ 1,8 bilhão. Serão beneficiados os seguintes ministérios: Defesa, Educação, Agricultura, Ciência e Tecnologia, Planejamento, Desenvolvimento Agrário e a Advocacia Geral da União.

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Com a decisão já fechada pela saída do PMDB, o governo preferiu se antecipar com a medida, a fim de minimizar os efeitos da fragmentação de sua base política. Deste modo, o atendimento das emendas parlamentares visa obter mais votos favoráveis à presidente tanto na comissão especial, que julga o processo de impeachment, quanto no próprio plenário da Câmara, que será palco para a abertura do processo que defende o afastamento de Dilma.

O Palácio do Planalto tem pressa e precisa correr contra o tempo. Para o parecer, que será votado no dia 12 de abril, na Comissão, o governo contabiliza até agora entre 25 e 27 votos, dos 65 que compõem a mesma. Na Câmara, não há ainda o voto favorável dos 171 deputados necessários para barrar o impeachment.   #Finança