Mais uma onda de protestos espalhados pelo Brasil pedindo a saída da presidente Dilma Rousseff se aproxima. No próximo domingo, dia 13, as principais cidades do país deverão ter suas ruas tomadas pela parte da população insatisfeita com o governo do Partido dos Trabalhadores (#PT) e favorável ao processo de impeachment da presidente.

Ciente do cenário que se avizinha, o Palácio do Planalto está mobilizado neste início de semana para conceber estratégias com relação aos eventos marcados para o domingo. O governo entende que não é o momento de se criar ainda mais instabilidade política, portanto, está desaconselhando o setor do PT que pretendia também ir às ruas defender o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula.

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Lula foi alvo de uma condução coercitiva exercida pela Polícia Federal na última sexta-feira, em mais uma etapa da Operação Lava Jato. O episódio movimentou a cena política brasileira, ganhou noticiários do Brasil e do mundo e mobilizou a militância petista a dar uma resposta. Mesmo assim, líderes da base aliada do governo e deputados foram orientados a não seguirem mobilizando atos pró-PT no mesmo domingo de manifestações contra a sigla.

Ricardo Berzoini, ministro da Secretaria de Governo, tem centralizado os pedidos para que mesmo os membros da base aliada não sigam convocando a adesão da militância para este domingo. A ideia é fugir do enfrentamento direto e, com isso, evitar desdobramentos mais sérios e cenas de violência.

Um assessor do Palácio do Planalto chegou a citar, em entrevista divulgada pelo O Globo, que as manifestações favoráveis ao PT, Lula e Dilma devem acontecer em uma outra data.

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“A desmobilização é para que as manifestações do nosso lado ocorram em outro dia. A democracia funciona assim”. #Manifestação #Protestos no Brasil