Um dia antes da reunião que deverá selar a saída do PMDB do #Governo da presidente #Dilma Rousseff, o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, pediu demissão do cargo. Ele é um dos tradicionais quadros políticos do PMDB e é ligado à ala do vice-presidente Michel Temer, que se mantém cada vez mais afastado das decisões centrais do Palácio do Planalto.

Alves estava ocupando a pasta do Turismo desde 16 de abril de 2015 e deixa o cargo perto de fechar um ano no ministério. Na carta endereçada à presidente Dilma, o peemedebista diz que "pensou muito" antes de tomar a decisão. A tendência é que nesta terça-feira o PMDB confirme oficialmente o seu desembarque do governo.

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"Pensei muitos antes de fazer esse pedido (de saída do ministério), considerando as motivações e desafios que eu tinha pela frente (...) mas, alheio às nossas intenções, o cenário nacional coloca agora o PMDB, há 46 anos o meu partido, diante do grande desafio de optar pelo seu caminho, sob comando do meu companheiro de várias lutas, Michel Temer", escreveu Alves em determinado trecho da carta.

No entanto, com o seu pedido de desligamento do governo, Alves deixa de ter foro privilegiado. Ele é um dos investigados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por ter, supostamente, sido beneficiado pelo esquema de corrupção na Petrobras, investigado pela Operação Lava Jato. Agora, o ex-ministro passa a ser investigado pela Justiça comum.