Com a instalação do processo de impeachment no Congresso, o que se pode observar nos últimos dias é que tanto a presidente Dilma quanto o seu vice, #Michel Temer, dão sinais cada vez mais claros que estão em lados opostos, quando o quesito é estratégia. Diante da intensa pressão internacional, que cada vez mais exige a sua renúncia, Dilma assume uma postura de ataque. Ela tenta mostrar que o processo é um claro atentado ao estado de direito. Já Temer, após as intensas movimentações de seu partido, prefere recuar e estrategicamente refaz os rumos que a sua sigla,o PMDB deverá tomar no próximos dias.

Partindo para o ataque diante das pressões externas

#Dilma Rousseff esteve reunida com as principais representantes da imprensa internacional, ontem , dia 24, em Brasília.

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Estavam no Palácio do Planalto os jornalistas do El País (Espanha), The New York Times ( Estados Unidos), Pagina 12 (Argentina), The Guardian (Inglaterra), Le Monde (França) e Die Zeit (Alemanha), que juntos , testemunharam a presidente declarar que estaria sendo vítima de um golpe

Dilma adotou uma postura de ataque a todo o processo de impeachment e justificou que o mesmo “não tem fundamentos legais”. Ela  demonstrou aos presentes que não recuará diante dos processos que terá que enfrentar no congresso e na Justiça e deixou bem claro a sua intenção de utilizar de todos os meios possíveis e legais para preservar o seu cargo no poder.

Dilma " joga lenha" na sua relação com o seu vice Michel Temer e o PMDB

No mesmo dia em que falou aos jornalistas internacionais, Dilma tratou de exonerar do cargo, o presidente da FUNASA (Fundação Nacional de Saúde), Antonio Henrique Carvalho Pires, que era indicado por seu Michel Temer, seu vice.

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Enquanto Dilma adota um postura mais defensiva, ao atacar o processo político que poderá tirá-la da presidência, Michel Temer prefere adotar uma estratégia mais cautelosa, nos últimos dias.

Após toda uma negociação com o #Governo, onde o próprio Lula agiu em favor de Dilma, ao conversar com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), Temer encontra-se cada dia mais pressionado pelos dissidentes internos do partido.  Eles querem o afastamento de Dilma. Apesar das boas relações que o ex-presidente sempre manteve com o PMDB, a sua ida para a Casa Civil serviu para agravar ainda mais a crise que parece se anunciar no seio interno do partido de Temer. 

Diante das pressões, o vice-presidente foi obrigado a antecipar a reunião do PMDB, que ocorreria somente no dia 12 de abril, para o próximo dia 29. De acordo com Eunício Oliveira (PMDB-CE), líder no Senado, esta antecipação levou a quebra de uma possível unidade do partido em torno da questão.

Além disto, Temer foi obrigado a cancelar viagem a Portugal, onde participaria de um Seminário sobre Direito Constitucional, para tratar pessoalmente de conciliar os diversos parlamentares peemedebistas e decidir sobre qual será o posicionamento do PMDB dentro do governo atual.