Depois do jornal americano The New York Times e do britânico The Guardian defenderem que a melhor opção para Dilma seria o caminho voluntário da porta de saída do poder, agora a não menos influente revista britânica The Economist se junta às demais, na mesma linha de pensamento. Diante dos fatos e de como Dilma vem conduzindo o #Governo em meio à grave crise que se abateu sobre o país, a revista defende que a renúncia seria a forma mais rápida de ajudar o Brasil a sair mais rápido desta situação calamitosa e poderia representar a perspectiva de um novo começo para o povo brasileiro.

A opinião da imprensa internacional

O alvo principal das críticas internacionais está no fato de Dilma tentar trazer Lula novamente para dentro do governo.

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The New York Times considerou todas as explicações que foram dadas pela presidente na condução do seu antecessor de volta ao governo como " ridículas".

O britânico The Guardian defendeu a renúncia de Dilma caso ela não conseguisse conter a agitação social que poderia tomar conta do país, o que elevaria o risco de uma intervenção militar.

A revista britânica The Economist , que deverá ser publicada nesta quinta-feira, dia 24, foi mais profunda em suas considerações.  Ela dedicou um editorial exclusivo sobre o assunto, que virou capa da edição e traz a figura da presidente #Dilma Rousseff, com o título " Time to go" (Hora de ir), numa alusão clara a um possível pedido de renúncia que deveria ser feito pela petitsta, para tentar amenizar a crise que se agrava a cada dia no país.

A revista afirma que a opção de indicar Lula para um ministério foi uma clara tentativa de se impedir o trabalho da justiça brasileira.

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Nas suas linhas editoriais, ela afirma que a presidente tentou alterar o curso da justiça. Dilma passou por cima do estado de Direito, para tentar satisfazer aquilo que a revista chamou de interesse de sua " tribo". Uma alusão clara a seu partido, o PT.

Deste modo, conclui a mesma que Dilma não tem aptidão para continuar no cargo e defende que "a presidente manchada deveria renunciar agora". A revista afirma que o ato serviria para que o Brasil pudesse trilhar um novo caminho, para um " novo começo" na sua história.

Em suas considerações, o periódico britânico aponta ainda três alternativas para se pedir a saída da presidente. A primeira  mostraria que Dilma agiu no sentido de obstruir o trabalho de investigação na Petrobras. A segunda, seria a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), ao convocar novas eleições e a terceira opção, a própria renúncia da presidente. A revista afirma ainda que seria melhor que ela deixasse o Palácio do Planalto, antes que fosse colocada para fora. 

No seu editorial, a revista cita o nome do vice, Michel Temer, como uma opção para conduzir as mudanças que o Brasil precisa, além de acalmar a economia e zerar o déficit público que, segundo o periódico, encontra-se em torno de 11%.

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Entretanto, o natural sucessor de Dilma também encontra-se bastante envolvido com o escândalo da petrolífera brasileira. Não restaria então outra alternativa senão convocar novas eleições para o país, com a entrada de outro líder que pudesse implantar as necessária reformas. #Corrupção