Uma semana depois da condução coercitiva de #Lula, que aconteceu no dia 4,  provocando manifestações por todo o Brasil, o Ministério Público de São Paulo denunciou Lula por falsidade ideológica e lavagem de dinheiro, afirmando que o ex-presidente teria sido beneficiado com o triplex do Guarujá. Na ocasião, o MP também fez um pedido de prisão preventiva de Lula, alegando que ele poderia se evadir com facilidade do país e que estaria usando seu grande poder como líder político para instigar seus simpatizantes contra a Justiça.

A condução coercitiva de Lula já havia gerado muita controvérsia. Os mais importantes juristas do Brasil se posicionaram, entre eles o ministro do Supremo Tribunal Federal, Marco Aurélio Mello, que criticou duramente a ação, e o professor de direito administrativo da PUC de São Paulo, Celso Bandeira de Mello,que a considerou uma "violência" e uma "ilegalidade grosseira", passível de representação contra Moro e também contra o Ministério Público.

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Bandeira de Mello chegou a sugerir, em entrevista à revista Brasil de Fato, não estarmos vivendo em um Estado de Direito e se demonstrou apreensivo, pois, segundo ele, a partir daí, "tudo pode acontecer".

Se a condução coercitiva já causou comoção, o pedido de prisão preventiva foi considerado, por muitos, descabido. A presidente Dilma se manifestou, repudiando veementemente o que considerou um "absurdo", pela falta de base legal. Em todas as oportunidades em que falou sobre a questão, Dilma se mostrou apreensiva quanto à manutenção de direitos democráticos conquistados a duras penas em anos de luta contra a ditadura.

A investigação e o pedido de prisão preventiva foram encaminhados para a juíza Maria Priscilla Ernandes Veiga Oliveira, da 4ª vara criminal de São Paulo, que não tinha prazo para analisá-los.

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Hoje foi divulgada a decisão de Veiga Oliveira de enviá-los para Curitiba. Após analisar o pedido do MP, ela considerou que a investigação sobre crime de falsidade ideológica é por conta de uma questão no Imposto de renda, e, portanto, de atribuição da União. Além disso, disse que, como já há outras investigações sobre o mesmo imóvel acontecendo na Operação Lava Jato, seria melhor todas as investigações correrem em âmbito federal. Assim, encaminhou a denúncia do MP para Curitiba, diretamente para as mãos do juiz Sergio Moro.

A juíza ainda deixou claro que, se Moro identificar em algum momento, algum crime que tenha ocorrido em esfera estadual, ele poderá lhe reencaminhar a investigação. Por enquanto, livrou-se da batata quente.  E agora Lula está nas mão de Moro. #Corrupção #Polícia Federal