Durante a 23ª fase da operação Lava Jato batizada como Acarajé, a Polícia Federal apreendeu Planilhas na casa do executivo Benedicto Barbosa Silva Júnior, ex-presidente da empresa Odebrecht Infraestrutura, onde constam repasses de valores a, pelo menos, 316 políticos de 24 partidos.

Os documentos foram apreendidos no dia 22 de fevereiro, mas tornaram-se públicos apenas nesta terça-feira (22/03). Entretanto, ontem, quarta-feira (23), o juiz Sergio Moro da 13ª Vara Federal de Curitiba decidiu colocar o inquérito sob sigilo, por conter nomes de parlamentares com foro privilegiado.

Cunha, Aécio, Serra e Alckmin receberam mais de R$ 11 milhões

Estão listados nas planilhas da Odebrecht os nomes de governadores, senadores, deputados federais e estaduais, prefeitos de capitais, vereadores e de 'caciques' da oposição.

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Entre os políticos citados, destacam-se vários que defendem o impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, a exemplo de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), #Aécio Neves (PSDB-MG), Geraldo Alckmin (PSDB-SP), José Serra (PSDB-SP) e Beto Richa (PSDB-PR) que receberam R$ 11.570.000 em doações.

Nas listas divulgadas, os políticos de oposição ao governo Dilma que mais receberam dinheiro da Odebrecht e que tem um discurso anticorrupção foram:

Eduardo Cunha (PMDB-RJ) – R$ 7 milhões;

Aécio Neves (PSDB-MG) – R$ 2,12 milhões;

José Serra (PSDB-SP) – R$ 1,5 milhão;

Geraldo Alckmin (PSDB-SP) – R$ 750 mil;

Beto Richa (PSDB-PR) – R$ 200 mil.

Delação Odebrecht - Bomba Atômica

Nesta terça-feira, o anúncio da decisão dos executivos da Odebrecht realizarem acordo de delação premiada com a Operação Lava-Jato foi recebido com muita preocupação no Congresso Nacional, em razão da empreiteira ter relação com praticamente todos os partidos políticos do país.

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Os parlamentares acreditam que haverá um "aprofundamento do caos" e um "cenário de terra arrasada" em que poucos políticos se salvarão, caso a empreiteira decida colaborar com as investigações.

Quando foi divulgada a lista com o nome de 316 políticos que teriam recebido repasses financeiros da empreiteira, que levanta automaticamente suspeita sobre seus integrantes, deputados percorreram gabinetes com as planilhas verificando se seus nomes constavam da lista.

Moro determina sigilo sobre planilhas

Após o Juiz Sergio Moro ter quebrado sigilo telefônico e divulgado conversas entre o ex-Presidente da República Lula e a atual Presidente Dilma Rousseff, que detém foro privilegiado, o que lhe rendeu críticas de juristas e advogados, por ato inconstitucional, inclusive 12 pedidos de providência no CNJ - Conselho Nacional de Justiça, desta vez, o magistrado determinou sigilo sobre as planilhas.

No entanto, antes de determinar o sigilo, a Polícia Federal já havia divulgado o conteúdo das planilhas para a imprensa. #Lava Jato #Corrupção