Um dos depoimentos mais aguardados e considerados como mais bombástico da Operação Lava Jato deverá acontecer conforme previsto pelos investigadores da Procuradoria-Geral da República, segundo informações dadas pela Folha de São Paulo. O ex-presidente da empreiteira OAS, José Adelmário Pinheiro, o Léo Pinheiro, deverá optar por aceitar o acordo de delação premiada.

A deleção premiada irá trazer uma eventual diminuição na pena do empresário que já foi condenado na Lava Jato por ter participado do esquema de #Corrupção da Petrobras, tendo sido julgado e condenado a 16 anos de prisão e quatro meses de prisão.

Léo Pinheiro era um dos empreiteiros mais próximos do ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva e de diversos parlamentares

O empresário mantinha contatos com diversos parlamentares, incluindo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Se realmente houver delação premiada, Léo Pinheiro poderá contar com detalhes sobre o possível financiamento de obras no sítio de Lula em Atibaia e também em seu tríplex no Guarujá, além de poder citar mais detalhes sobre como funcionava o esquema de corrupção na Petrobras.

Léo Pinheiro também deverá explicar sobre dívidas pagas pela OAS na campanha da presidente #Dilma Rousseff na candidatura em 2010. Segundo consta no processo, teriam sido repassados R$ 717 mil para a agência publicitaria que organizava a campanha.

O possível acordo de delação premiada ainda não foi formalizado, segundo interlocutores do empresário, porém, a expectativa é grande por causa da autorização da execução de penas de prisão em segunda instância concedidas pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Outra justificativa para o acordo seria a apreensão de um celular carregado de mensagens de Léo Pinheiro com dezenas de políticos e executivos, possível prova que pode agravar ainda mais a pena do empresário.

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Léo Pinheiro já foi preso no ano de 2014, porém foi posto em liberdade no ano passado em decisão judicial concedida pelo Superior Tribunal Federal. Mas agora, ao que parece, tudo indica que haverá o acordo de delação e que mais pessoas serão indiciadas no esquema de corrupção incluindo o ex-presidente Lula.