Marcadas para o dia 13 de março, domingo, as manifestações a favor do impeachment da Presidenta Dilma Rousseff (#PT) encontram várias contradições em suas lideranças políticas. Embora seja divulgado que um dos principais motivos para o protesto seja apoiar a luta contra a corrupção, políticos e empresas que participam do evento estão sendo investigados por crimes e fraudes.

A oposição tenta, com a repercussão do protesto, pressionar o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-SP) - transformado recentemente em réu por corrupção pelo STF - a viabilizar a votação do impeachment da presidenta o quanto antes.

POLÍTICOS INVESTIGADOS

Durante a última semana, vários políticos da oposição confirmaram a presença nas manifestações do dia 13. O antagonismo do apoio reside no fato de que, entre os defensores do protesto, estão investigados por corrupção e até mesmo por escravidão.

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Políticos como Geraldo Alckmin Fernando Capez (#PSDB-SP), envolvidos com a Máfia das Merendas, denunciada neste ano, apoiam o protesto. O Governador de São Paulo, inclusive, está sendo investigado por participar do escândalo do Metrô, que envolvia propinas e exclusividade licitatória entre o Governo de SP e as empresas Alston e Siemens. Também do PSDB paulista, o senador Aloysio Nunes, acusado de receber a propina de R$ 500.000,00 no escândalo da Petrobrás, confirmou a presença pelas redes sociais.

O ex-governador de Minas Gerais e ex-candidato à Presidência da República, Aécio Neves (PSDB-MG), delatado cinco vezes nos processos da Lava Jato, além de ter sido acusado de construir um aeroporto particular com dinheiro público na cidade de Cláudio (MG), informou que participará da manifestação em São Paulo.

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Seu nome também consta na Lista de Furnas, esquema de lavagem de dinheiro que envolveu a estatal nos anos 2000.

O presidente nacional do Partido Democrata (DEM), Agripino Maia, que utilizou a internet para mostrar a sua participação nos protestos anteriores, está sendo investigado por cobrar propina de 1 milhão de reais em um esquema de corrupção no serviço de inspeção veicular em seu estado, Rio Grande do Norte.

Também do Democratas, o Deputado Federal e pecuarista Ronaldo Caiado um dos maiores entusiastas do impeachment de Dilma, faz parte da chamada Lista Suja do Trabalho Escravo (feita pelo Ministério do Trabalho e Emprego), denunciado por ter situação análoga à escravidão em suas fazendas. Aliado a Caiado, o Presidente do DEM goiano e líder dos protestos no estado, Sílvio Fernandes Filho, é acusado de ser funcionário fantasma de um hospital público do Estado.

EMPRESAS APOIADORAS SÃO INVESTIGADAS POR SONEGAÇÃO

Duas grandes empresas que declararam apoio às manifestações do dia 13/03 respondem na justiça por crimes financeiros. A rede de restaurantes Habbib's, acusada em 2014 por sonegação, declarou apoio ao movimento. O sócio da Natura, empresa condenada em 2013 a pagar R$ 546 milhões por sonegação fiscal, Jorge Luiz Passos, defendeu, na última quinta-feira (10/03), a renúncia de Dilma.

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#Dilma Rousseff