O ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, aceitou no dia de hoje (16) o convite feito pela presidente #Dilma Rousseff para retornar ao governo, se tornando ministro da Casa Civil.

Na noite de ontem, terça-feira (15), o ex-presidente reuniu-se com Dilma Rousseff por mais de quatro horas e pediu mais tempo para analisar o convite.

Na manhã desta quarta-feira os dois tiveram um longo encontro, que terminou com #Lula aceitando a oferta da presidente. Nesse encontro, para o "acerto", estavam também presentes Jaques Wagner, que deixa o comando e o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa. Wagner será a partir de agora Chefe de Gabinete da presidente Dilma Rousseff e comandará o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, conhecido como Conselhão.

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José Guimarães (CE), líder governista na Câmara dos Deputados postou em seu Twitter a notícia de que Lula entra para substituir Jaques Wagner (PT) - essa informação foi confirmada pelo gabinete do agora ex-ministro da Casa Civil.

O caminho até a Casa Civil

Essa decisão de Lula, de aceitar a oferta para ser ministro, chega pouco mais de uma semana após o ex-presidente ter sido chamado para depor na fase 24 da Operação Lava Jato, e o cargo chega como forma de dar ao ex-presidente foro privilegiado nas investigações.

A tentativa de Dilma em convencer Lula a aceitar o ministério é visto como um último esforço para tentar evitar a abertura do processo de impeachment. 

Lula assume ministério da Casa Civil com condições

O ex-presidente Lula impôs condições para aceitar o cargo de ministro, uma delas é o pedido de autonomia para articular politicamente com a base aliada e a outra condição é de que haja mudanças na política econômica para que se garanta a retomada do crescimento.

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Há uma certa preocupação com essa última medida, pois ela pode demandar a venda de reservas internacionais, bem como forçar a queda dos juros e a liberação de mais crédito na economia.

Uma nova equipe deve entrar no governo, junto com a entrada do petista. Nomes como Celso Amorim para Relações Exteriores e Ciro Gomes já estão sendo cogitados pelas petistas. Acredita-se também que Aloizio Mercadante seja substituído na Educação. #Crise no Brasil