A Justiça Federal liberou em seu sistema, nesta segunda-feira, dia 14, os trechos do depoimento do ex-presidente #Lula à PF. As declarações do petista foram tomadas após a deflagração da vigésima quarta fase da operação Lava Jato. O fato aconteceu no último dia 4 e o conteúdo, que agora é divulgado, foi colhido na sala da Polícia Federal (PF), no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, para onde ele foi levado mediante mandado de condução coercitiva.

Lula está sendo investigado por sua suposta ligação com o tríplex, na praia do Garujá, litoral paulista, e cujos indícios, tais como fotos e depoimentos, colhidos pelo Ministério Público (MP), apontam que o imóvel é de sua propriedade.

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O mesmo foi reformado e doado por Léo Pinheiro, ex-dono da Construtora OAS, que era a responsável pela conclusão do empreendimento onde fica o apartamento. Com relação à #Lava Jato, Lula e sua família são investigados por receberem dinheiro de empresas que são ligadas ao pagamento de propinas para contratação de obras junto à Petrobras. Estes repasses seriam por intermédio do Instituto Lula para a empresa de palestras, a Lils Palestras, que é de propriedade do ex-presidente.

Para piorar a sua situação, Lula foi denunciado no último dia 9 pelos crimes de falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e teve um pedido de prisão preventiva solicitado, mas que ainda está sob análise da justiça.

Lula declara que vai ser candidato à presidência em 2018 e xinga Lava Jato

Nos trechos do depoimento liberado, Lula declara abertamente que vai ser candidato a presidente da República em 2018 e acusa a seus inimigos de tentarem fazer com ele o mesmo que fizeram com os acusados do mensalão, que não podiam sair nas ruas e nem frequentar sequer um restaurante.

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Ele acusa os membros do Ministério Público, ao questionar a honestidade dos mesmos." Se você está atrás da verdade, você mande prender um cidadão do Ministério Público, que diz que o apartamento é meu, mande prendê-lo", afirmou.

Ao se voltar contra a Lava Jato, o ex-presidente considera uma armação para ligá-lo à operação executada pela PF. "[...] Porque tenho um apartamento que não é meu, eu não paguei, estou querendo receber o dinheiro que eu paguei, um procurador disse que é meu, a revista Veja diz que é meu, a Folha diz que é meu, a Polícia Federal inventa a história do triplex que foi uma sacanagem homérica, inventa história de triplex, inventa a história de uma off-shore do Panamá que veio pra cá, que tinha vendido o prédio, toda uma história pra tentar me ligar à Lava Jato".

O ex-presidente continua a negar todas as acusações com relação ao sítio em Atibaia, afirmando que Fernando Bittar e  Jonas Suassuna são os verdadeiros proprietários, conforme escrituras feitas no cartório da própria localidade.

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Os outros trechos do depoimento são baseados nas atividades do Instituto Lula, nos quais os policiais querem saber se Lula, como presidente de honra, tinha conhecimento sobre as doações em dinheiro de empresas que estariam envolvidas com o escândalo da Petrobras. O ex-presidente, pelo cargo que ocupa, afirmou que desconhece tais fatos. Entretanto, reconhece que a empresa G4 Entretenimento, de seu filho Fábio Luís, recebeu a quantia de  R$ 1 milhão por serviços prestados.

Lula afirmou que participa do caso mais complicado da história jurídica do Brasil. " Espero que quando terminar isso aqui alguém peça desculpas. Alguém fale: 'Desculpa, pelo amor de Deus, foi um engano'", sentenciou o petista. #PT