O ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva não perdeu tempo e sequer descansou depois de passar por um dia extremamente desgastante nesta sexta-feira. Investigado pela Polícia Federal na Operação #Lava Jato, o político discursou nesta noite, no Sindicato dos Bancários de São Paulo, na região de Osasco. Nitidamente confiante de sua inocência, Lula disse estar pronto para encarar um novo processo de candidatura, se for a vontade de seus eleitores. Ele foi presidente da República entre 2002 e 2010, quando encerrou sua jornada como governante e passou o cargo para sua sucessora e companheira de partido Dilma Rousseff.

Sem aparentar o desgaste de quem foi interrogado por cerca de 4 horas, de forma coercitiva pela Polícia Federal, no aeroporto de Congonhas, na capital paulista, o político de 70 anos esbanjou fôlego para inflamar seus seguidores.

Publicidade
Publicidade

Lula é um dos nomes cotados pelo Partido dos Trabalhadores para a disputa de 2018, porém, seu índice de rejeição bateu na casa de 61% em pesquisa divulgada pelo ibope no fim de fevereiro. Esta estatística, aliada ao fato de que Lula agora aparece como um dos principais suspeitos dos escândalos de corrupção que desencadearam a Lava Jato, podem inibir sua iniciativa.

O ato, organizado junto à CUT (Central Única dos Trabalhadores), contou com representantes de peso do #PT. O presidente do partido, Rui Falcão, e o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, marcaram presença para fortalecer o principal ícone da legenda. "Cutucaram o cão com a vara curta", esbravejou Lula para uma plateia de simpatizantes e eleitores. "Portanto, eu quero me oferecer a vocês (como candidato), este jovem de 70 anos de idade, com tesão de um jovem de 30, com corpo de atleta de 20.

Publicidade

Eu me ofereço a vocês, não tenho preguiça de acordar cedo", bradou.

Lula mais uma vez não teve receio em se autoproclamar como o melhor presidente da história do Brasil, e do mundo no início do século 21. "Aconteceu uma coisa grave que jamais poderia ter acontecido porque não estava na lógica intelectual da elite brasileira: eu virei o melhor presidente da República que este país já teve", afirmou. Segundo ele, isso o credenciou a receber tantos agrados de aliados e de poder cobrar caro por suas palestras.

Para encerrar, o ex-presidente demonstrou toda sua indignação com a atuação da Polícia Federal. "Isso que aconteceu hoje (4 de março) foi uma ofensa pessoal a mim, ao meu partido, à democracia e ao estado de direito", desabafou. Lula já havia concedido uma entrevista coletiva após a ação que o levou ao interrogatório e também desencadeou uma série de ordens de buscas e apreensões em São Paulo, na Bahia e no Rio de Janeiro. "Se tiverem de me derrotar, eles vão ter que me enfrentar nas ruas desse país", decretou o petista.