O ex-presidente #Lula, mais uma vez, consegue pôr em prática a sua incomum capacidade de tentar tirar proveito de situações que, aparentemente, podem parecer negativas, mas que podem lhe trazer benefícios. Parece estar sendo assim, desde que foi  conduzido, na úlima sexta feira, dia 4, a depor coercitivamete na Polícia Federal, após intimação do juiz Sérgio Moro, na vigésima quarta fase da operação Lava Jato.

Um fato unânime, entre todos que convivem próximo  ao petista, é que Lula tem defendido a tese de que tanto o #PT, quanto ele, saíram diferentes da sala de depoimenos da PF, no último dia 4. Tanta confiança foi o suficiente para que o ex-presidente pudesse se colocar na galeria dos 'heróis' típicos de postura populista.

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A partir de agora, Lula não cansa de repetir que 'se me prenderem, viro herói. Se me matarem, viro mártir. Se me deixarem solto, viro presidente', numa clara demonstração de uma autoconfiança gerada pelo apoio de seus admiradores e militantes, sem deixar de transparecer um claro deboche e subestimação das instituições brasileiras. 

O  fato é que os desdobramentos da Lava Jato, que se voltam para o petista, parecem que foram suficientes para dar uma 'sacudida no PT' que, segundo o deputado Paulo Teixira (PT-SP), parecia estar apático e paralisado. De acordo com o parlamentar, o partido parece ter acordado para a importância de unificar esforços em torno de Lula. A prova disso é  que as disputas internas não estão tendo mais espaço dentro das novas estratégias a serem seguidas. 

A capacidade de reverter situações desfavoráveis pode ser confirmada pelo episódio da condução de Lula, sob suposta via de coerção, para depor na PF, ser mostrada de modo abusivo pelas forças petistas.

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A colocação dos fatos foi tão bem planejada que, até mesmo quem nunca simpatizou com o PT, teve a nítida sensação de que o juiz Sérgio Moro cometeu abusos em suas decisões. 

O ex-presidente passou a pôr em prática a sua habilidade de diálogo e negociação, típica de quem ainda exerce o poder de liderança. Nesta última terca feira, dia 8, viajou até Brasília para se encontrar com o presidente do Senado, Renan Calheiros, cujo partido, o PMDB, compõe a chapa presidencial atual. Lula se movimenta agora para poder salvar o #Governo Dilma, diante da retomada da possibilidade do impeachment pela oposição. O próprio senador é alvo constante e atual de seus colegas de sigla para que se posicione a favor do início do processo.