­­­­­­Depois de virar notícia principal em todos os jornais nacionais e internacionais, quando foi obrigado a depor na Polícia Federal na última sexta-feira (4), o ex-presidente Lula teve seu nome mais uma vez envolvido em um escândalo. O Ministério Público de São Paulo o denunciou à Justiça nesta quarta-feira (9), por estelionato, falsidade ideológica, além de lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá. #Lula nega todas as acusações.

O autor da denúncia, o promotor Cássio Conserino, disse que o ex-presidente ocultou ser o dono do apartamento, que está registrado em nome da OAS, uma das empreiteiras investigadas pela Operação #Lava Jato.

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A denúncia tem 200 páginas e envolve além do ex-presidente, a ex-primeira dama Marisa Letícia e Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), que também foram denunciados por falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Completam a lista ainda Léo Pinheiro, da OAS, e João Vaccari Neto, ex-tesoureiro do PT e outras 11 pessoas.

Em defesa, o advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, afirmou que o promotor foi imparcial e que tinha apenas a intenção de manchar a imagem do seu cliente, mesmo sabendo de sua total inocência.

O caso segue sob segredo de justiça, e Lula e as outras 15 pessoas, só se tornarão réus, caso o juiz aceite a denúncia.

Aécio Neves é citado novamente em delação

Já citado por vários delatores da Lava Jato, o senador do PSDB-MG #Aécio Neves foi mais uma vez delatado em depoimento do senador Delcídio Amaral, que nominou ainda outros quatro como beneficiários dos desvios da Petrobras, Renan Calheiros (PMDB-AL), Edison Lobão, (PMDB-MA), Romero Jucá (PMDB-RR) e Valdir Raupp (PMDB-RO).

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Todos já apontados como beneficiários do esquema, porém duas das acusações contra Aécio já foram arquivadas.

Todos os citados negaram a participação em irregularidades, assim como a defesa de Delcídio que negou as citações. “Nego o conteúdo e a origem da delação. Não há citação a nenhum senador, desconhecemos. Não reconhecemos nenhum documento que está sendo divulgado. Estão divulgando documentos falsos, de origem desconhecida e manipuladora”, disse o advogado de Delcídio, Antonio Figueiredo Basto.