Através de uma pesquisa realizada na #Manifestação anti-PT, feita no último domingo, o jornal Zero Hora conseguiu traçar um perfil dos manifestantes que se dirigiram ao protesto antigoverno e antipartido dos Trabalhadores realizado no último domingo.

Antes da opinião dos manifestantes em relação a programas sociais há que se entender alguns números divulgados.

A pesquisa concluiu um perfil elitista dos manifestantes na capital paulista. Segundo o levantamento feito, 50% dos manifestantes tem renda que está entre 5 e 10 salários mínimos. Revelou também que 12% dos manifestantes eram empresários, a porcentagem de pessoas brancas e com ensino superior completo foi a mesma, (77%).

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De acordo com o Datafolha, o número final de manifestantes contra o PT chegou a 500mil. Imagens de manifestantes e do número de pessoas no protesto foi capa em quase todos os principais jornais impressos e digitais do país.

Assim pode-se concluir que o protesto foi [majoritariamente] formado por brancos e com ensino superior completo e com média salarial de cinco à dez salários mínimos.

Opinião dos manifestantes

Apesar do número de manifestantes na Av. Paulista (500mil) e do número de pessoas que disseram que tem o ensino superior completo (77%), e poder aquisitivo elevado, pode-se perceber (de acordo com o vídeo abaixo) que muitos dos manifestantes desconhecem informações a respeito de programas sociais, assim como apresentam opinião totalmente preconceituosa em relação às pessoas que recebem benefícios do #Governo, como o Bolsa Família e Cotas.

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Algumas manifestantes disseram que a desigualdade social no Brasil, no período do presidente Lula, “aumentou visivelmente”, outros que o “Bolsa Família é lavagem de dinheiro”.

E que quem recebe o Bolsa Família “não trabalha”, “’vive’ à custas do governo” e faz “bastante filho”, de acordo com eles porque quanto mais filhos “mais dinheiro”, de acordo com o mesmo manifestante pessoas que recebem o bolsa família vivem “bebendo ‘pinga’”.

Confira no vídeo que os Jornalistas Livres fizeram.

Assim os entrevistados desconhecem que:

36 milhões de brasileiros saíram da situação de extrema pobreza, segundo o Banco Mundial;

O programa Bolsa Família não gera acomodação, de acordo com o último levantamento divulgado pelo governo (em 2014) 75,4% das pessoas que recebiam do programa estavam trabalhando [este número pode ter aumento devido a alta do desemprego]; assim como existem [muitas] pessoas ao conseguir emprego devolvem o cartão.

De dentro da manifestação uma voz que ecoou totalmente diferente das demais que esbravejavam contra programas sociais, foi a voz de Valéria Pássaro, 40, ela chegou a conclusão que “cada um [que estava na manifestação] defendia o que é seu”, e só pensa em si mesmo.

#Bolsa Familia