A ex-senadora e ex-candidata à presidência da República, Marina Silva (Rede), foi entrevistada no programa Jô Soares, da Rede Globo de Televisão, na madrugada desta terça-feira (29). Marina abordou diversos assuntos em sua entrevista, entre eles o possível #Impeachment da presidente #Dilma Rousseff, o qual foi considerado como uma “formalidade” pela ex-senadora.

Marina deixou bem claro sua opinião sobre o impeachment de Dilma, afirmando que “não é golpe”, como o Governo defende, e que seria apenas uma “formalidade”, mas deixou claro que “não cumpre com a finalidade”.

Um dos pontos mais debatidos pela possível candidata à presidência em 2018 – caso não haja novas eleições antes disso – foi dividir a responsabilidade da crise nas mãos de PT e PMDB, os quais ela disse estarem caminhando juntos há 12 anos e são os responsáveis por tomar todas as decisões, inclusive nomear a diretoria da Petrobrás, que levaram o país a essa situação que se encontra hoje.

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“Os dois partidos estão implicados igualmente”, disse Marina.

Segundo a ex-senadora, a melhor opção seria a impugnação por parte do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da chapa eleita, no caso Dilma Rousseff presidente e #Michel Temer vice-presidente. Marina afirmou que essa cassação por parte do TSE está prevista na Constituição, então não teria do que se reclamar. Caso a chapa fosse cassada, uma nova eleição nesse momento seria realizada.

A ex-candidata deixou claro que as suspeitas precisam ser apuradas, e somente se algo for comprovado é que o TSE poderia julgar e cassar a chapa. Ela repetiu algumas vezes que até o momento não foi comprovado absolutamente nada contra a presidente Dilma Rousseff.

Presidente Marina Silva

Quanto à possibilidade de se candidatar em 2018 – ou antes disso – Marina afirmou:

“Não sei se serei candidata.

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Que eu penso na possibilidade de ser? Obviamente que penso [...] ainda estou em um processo de decisão, e na complexidade que está a vida do nosso país, qualquer pessoa que não está preocupada com o poder pelo poder vai pensar primeiro que projeto de país é preciso a gente construir para poder se colocar na fila de candidatos”, afirmou.