Mais um incidente político agita o cenário desta semana no Brasil, mas desta vez na corrida pela prefeitura de São Paulo. Na manhã desta sexta-feira, dia 18 de março, o vereador Andrea Matarazzo - de maneira inesperada - soltou o verbo contra colegas do partido e anunciou que se desfiliou do PSDB. Desta forma, não vai mais concorrer pelo partido nas eleições deste ano. A opção é ele disputar o pleito pelo PSD.

Nitidamente irritado com os rumos tomados pelos tucanos nas prévias realizadas até o momento, Andrea Matarazzo convocou uma entrevista coletiva anunciando sua decisão. Neste domingo, dia 20, ele concorreria com o empresário João Dória Jr.

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no segundo turno das eleições internas do Partido da Social Democracia Brasileira, para ser o indicado pelo partido como candidato ao cargo na prefeitura de São Paulo.

"Acabo de anunciar com muita tristeza minha desfiliação do #PSDB. Diante dos acontecimentos nas prévias, não me resta outra alternativa do que me desfiliar do partido depois de 25 anos", comentou Andrea Matarazzo. "O comportamento de parte do partido nestas prévias, que é uma réplica do que o PT está fazendo e o PSDB condena", prosseguiu, em nota divulgada em seu site oficial.

Segundo o pré-candidato, houve uma série de irregularidades graves na realização das prévias no dia 28 de fevereiro, quando João Dória Jr. obteve a maioria dos votos. "Nunca pude me imaginar em uma agremiação em que parte de seus membros são capazes de chancelar a compra de votos, o uso da máquina, o crime eleitoral", prosseguiu o ex-tucano em seu pronunciamento oficial.

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Ele deixou claro que ainda há uma parcela de políticos decentes dentro da legenda, mas não quer ser cúmplice de um esquema pré-estabelecido.

Matarazzo contava com o apoio de caciques importantes do PSDB de São Paulo, como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e os senadores José Serra e Aloysio Nunes. Por outro lado, João Dória tinha ao seu lado o atual governador paulista Geraldo Alckmin. Especula-se que o futuro de Andrea Matarazzo esteja no PSD, com a indicação do Ministro das Cidades, o ex-prefeito Gilberto Kassab. Seria uma forma de bater de frente com o petista Fernando Haddad, atual mandatário da maior cidade do Brasil.  #Governo #Corrupção