A crise política que se abate sobre o Brasil, eleva drasticamente a temperatura no Congresso Nacional. Após a presidente Dilma Rousseff designar o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva como uma espécie de "ministro informal", com o intuito de sanar os problemas enfrentados pelo #Governo na condução e articulação política, tudo se atenuou de modo exponencial. O encontro entre Lula e o senador alagoano Renan Calheiros, presidente do Senado Federal, contribuiu para que os ânimos se acirrassem no Congresso, além de piorar acentuadamente a relação entre o PMDB e o governo Dilma.

Relação tempestuosa

O PMDB, embora ainda se mantenha na base de apoio ao governo da presidente Dilma, já dá sinais claros de que não arcará com a crise política que envolve todo o País.

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O partido havia decidido, através de convenção, de que na próxima terça-feira (29) iria analisar a provável ruptura com o governo, porém, em uma ação deflagrada por um dos principais nomes do partido, o senador Renan Calheiros, que se encontrou com Lula nesta terça-feira (22), verificou-se que o senador mostrou-se favorável aos apelos do ex-presidente para que a reunião entre os correligionários peemedebistas pudesse ser adiada para 12 de abril, com o apoio explícito de parte da bancada do partido no Senado em detrimento da maior parte dos diretórios estaduais que exigem o rompimento imediato e entrega de cargos ao governo. O movimento causou enorme descontentamento ao vice-presidente da República, Michel Temer, que resolveu intervir e abortar as tratativas de Renan e Lula, mantendo a data escolhida para a análise do desembarque do partido em relação ao governo para a próxima terça-feira (29).

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Temer é da ala do partido que apoia um afastamento e total independência do PMDB, e a partir de solicitações de deputados peemedebistas pró-impeachment deflagrou-se uma operação para isolar Renan Calheiros, em razão da tentativa de mudança de data da convenção partidária. O deputado baiano Lúcio Vieira Lima, representante da ala oposicionista do PMDB, sintetizou o movimento entre Renan Calheiros, Lula e o senador José Sarney, de modo enfático: "Eles estão apavorados, sabem que a maioria do PMDB deseja o rompimento", afirmou. #Crise no Brasil