O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi denunciado oficialmente nessa quarta-feira (9) pelo Ministério Público de São Paulo. A investigação do MP de São Paulo é feita de forma independente da operação Lava Jato da Polícia Federal.

As denúncias as quais #Lula terá que responder são por falsidade ideológica, crime de estelionato, organização criminosa e lavagem de dinheiro por motivo da compra do apartamento tríplex do Guarujá, em São Paulo.

A denúncia foi feita pelo promotor Cassio Conserino, na 4ª Vara Criminal do Fórum da Barra Funda em São Paulo, as informações foram divulgadas com exclusividade pela TV Globo.

Além de Lula, outras 16 pessoas foram incriminadas, incluindo a esposa de Lula, Marisa Letícia. e um dos seus filhos, que, segundo a investigação, seria um dos beneficiários do apartamento tríplex.

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Todos os crimes denunciados pelo MP foram cometidos em empreendimentos da Bancoop - cooperativa do Bancários e posteriormente foram repassados a construtora OAS cujo ex-presidente, Léo Pinheiro, já foi condenado na operação Lava Jato.

Entenda os detalhes da investigação do Ministério Público de São Paulo

A investigação do MP de São Paulo é independente da investigação feita pela Polícia Federal, que tem como condutor o juiz Sérgio Moro. O MP-SP investiga as irregularidades na construção e posterior venda de apartamentos do condomínio que se chama Solaris. A suspeita é que haja uma troca de favores e que a OAS tenha reservado o apartamento tríplex a Lula como forma de pagamento de algum tipo de propina.

Durante toda a investigação, o MP de São Paulo já ouviu pelo menos 100 pessoas ,entre elas moradores, funcionários do prédio e corretores de imóveis.

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Em nota, Instituto Lula nega as acusações

Em nota divulgada a imprensa no dia 31 de janeiro, o Instituto Lula nega que o apartamento tríplex seja de propriedade de Lula e de sua família, e que Lula somente tenha investido na aquisição de cotas de um projeto da Bancoop pagas no valor de R$ 179.650,80 e que esse valor consta na declaração de imposto de renda do efetivo ano e também ao cartório superior eleitoral. #Justiça #Corrupção