O pedido de prisão preventiva solicitado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo contra o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, continua rendendo enorme polêmica em todo o país. Os promotores responsáveis pela denúncia contra #Lula, fundamentaram a solicitação à juíza que analisará o caso, requisitando que o mandado de prisão seja autorizado, para que o ex-presidente seja transferido pessoalmente.

O promotor responsável pelas investigações, Cássio Conserino, e toda a equipe dos promotores de Justiça do estado de SP envolvida nas apurações, atribuem ao ex-presidente e a outros denunciados no inquérito diversos crimes, dentre eles organização criminosa e formação de quadrilha.

Publicidade
Publicidade

Decisão da juíza

A juíza Maria Priscilla Ernandes, da Quarta Vara Criminal da Capital, irá analisar o pedido dos promotores a respeito da sustentabilidade do mandado de prisão preventiva de Lula, além de verificar a necessidade para que se tenha uma data fixa, se acolhido o decreto de prisão.

Os promotores paulistas, Cássio Conserino, José Carlos Blat e Fernando Henrique de Moraes Araújo, defendem que, caso sejam aceitos os mandados de prisão preventiva do ex-mandatário do país e dos outros denunciados, "que sejam cumpridos na forma a ser estabelecida pelo Ministério Público, inclusive com a utilização de força policial, se houver necessidade".

Além do ex-presidente Lula, sua esposa Marisa Letícia e seu filho Fábio Luiz Lula da Silva, também foram denunciados, com solicitação de prisão pelo Ministério Público paulista.

Publicidade

Além dos membros da família Lula, o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto (já réu na Operação Lava-Jato), e o empreiteiro chefe da empresa OAS, Léo Pinheiro, também tiveram solicitados mandados de prisão. Dentre os crimes atribuídos a Lula, destacam-se a lavagem de dinheiro e falsidade ideológica. A defesa do ex-presidente atribui a ação dos promotores paulistas, às críticas de Lula às decisões judiciais, e que se tem como intuito, o objetivo de se "amordaçar" um líder político e "impedir a manifestação de seu pensamento e até mesmo o exercício de seus direitos", de acordo com a sua defesa. #Governo #Corrupção