Em mais um claro sinal de que a crise política, econômica, ética e moral, enfrentada pelo #Governo, está longe de um desfecho, além de se constatar que já alcança novos patamares de instabilidade,principalmente devido às declarações e críticas da presidente Dilma Rousseff contra a Operação Lava-Jato e mais propriamente contra as ações do juiz Sérgio Moro, verificou-se uma tentativa de "judicialização" implementada pelo Palácio do Planalto. A tentativa, por ora, frustrada, é enfraquecer o trabalho do juiz paranaense que comanda a força-tarefa em que são investigados escândalos de desvios de dinheiro público nas "entranhas" da Petrobrás.

Dilma elevou o tom de críticas direcionadas ao juiz Moro, a partir do momento em que foram divulgados os áudios relativos aos diálogos entre ela e o ex-presidente Lula,o que causou enorme desconforto à mandatária.

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Entretanto, a mesma não buscou se defender do conteúdo verificado nos grampos da PF, mas sim em relação à maneira em que foram realizados. Em declarações ásperas, a presidente criticou também o processo de impeachment aberto no Congresso Nacional, afirmando que se trata de uma "tentativa de golpe em curso contra a democracia", disse.

Ministra do STF rebate

A ministra, vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, Cármen Lúcia, rebateu veementemente às declarações da presidente da República, afirmando que "não vê sinais de abuso do Judiciário na Lava-Jato". A ministra também defendeu o processo de impeachment e assinalou que "o impeachment está previsto na Constituição Federal", portanto não se trata de golpe. Ainda de acordo com Cármen Lúcia, devem ser observadas as regras constitucionais, para que as ações do processo político-penal sejam legítimas.

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A ministra ainda colocou "panos quentes" nas afirmações da presidente Dilma, acreditando que a mesma apenas tenha feito um "alerta" para que as leis da República, no contexto do Estado Democrático de Direito, sejam observadas.

Cármen Lúcia foi homenageada na noite desta quarta-feira (23), ao receber um prêmio de personalidade do ano, já que ela foi relatora de uma ação no Supremo, em que foi derrubada de modo unânime, a exigência prevista anteriormente, em se tratando da publicação de biografias no Brasil. #Dilma Rousseff #Crise no Brasil