Essa sexta-feira, 4, de codinome '#Lula é levado para depor', está longe de chegar ao fim. Com a repercussão dos fatos, o ministro do STF, Marco Aurélio Mello, criticou a condução de Lula para o depoimento, alegando que Sérgio Moro cria suas próprias regras e 'extrapola'.

O posicionamento de Marco Aurélio Mello, alegrou militantes petistas e logo as redes sociais oficiais do #PT replicaram a notícia com direito à xingamentos contra Moro e elogios ao magistrado do Superior Tribunal Federal.

Lula foi levado pela polícia federal para depor na 24ª fase da Operação #Lava Jato na manhã dessa sexta-feira, permanecendo algumas horas respondendo perguntas.

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O ex-presidente da república deu uma entrevista coletiva no período da tarde, alegando que se sentiu um 'prisioneiro', criticando a ação 'autoritária' que sofreu e dizendo que nunca o intimaram a depor, inclusive o MP.

Pouco depois Dilma Rousseff também se pronunciou em rede nacional de rádio e televisão, defendendo-se das acusações da delação de Delcídio de Amaral, que por sua vez, negou que tenha feito tais revelações logo após a repercussão da delação.

Durante seu discurso bem escrito, mas não tão bem expressado, Dilma demonstrou certo distanciamento com Lula, utilizando-se de 'Lula que se defenda' e 'Eu não era a presidente em 2006'. Recentemente foi declarado não oficialmente por importantes meios de comunicação que o PT estaria se distanciando de Dilma para poder apoiar Lula, uma vez que ele é o plano A para 2018, não havendo uma segunda opção, conforme o próprio líder do partido, Rui Falcão, declarou há algumas semanas.

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Após a delação, a oposição fez um pedido de afastamento de Dilma e a OAB solicitou acesso à delação completa de Delcídio. Se a Ordem dos Advogados do Brasil tiver conformação de que as declarações contra Dilma são verídicas, a entidade entrará com novo pedido de impeachment. O pedido já aceito ano passado por Eduardo Cunha ganhou mais força e pode começar a ser votado nos próximos dias. Logo, o reinado de Dilma, ainda que temporariamente por conta de um julgamento e de investigações, está prestes a terminar.

A presidente já deixou claro que não irá renunciar, logo a mesma só sairá do cargo em janeiro de 2019 para passar o cargo para o vencedor das eleições de 2018 ou se houver sentença condenatória no processo do impeachment. Seu afastamento seria de no máximo 180 dias, tempo suficiente para investigar, analisar e julgar seu caso, conforme previsto em lei. Se passar esse prazo e nada for decidido, ela voltará para o poder até decisão contrária.

Envolvimento popular

Sérgio Moro tem sido aplaudido e elogiado por milhões de pessoas de todo o Brasil que admiram a coragem do juiz em investigar e condenar envolvidos na corrupção. Há páginas na internet voltadas para apoiadores do juiz, que se tornou uma espécie de 'herói nacional' desde o começo da Operação Lava Jato.