O grupo “MBL” (Movimento Brasil Livre) declarou que vai lançar mais de 130 candidatos para concorrer às eleições municipais. O movimento se classificava como de cunho “suprapartidário”, mas agora está negociando com partidos como o DEM, PSC e PPS.

Um dos fundadores do movimento disse que não tem planos para fundar um partido próprio, disse ainda que o grupo é um movimento de oposição ao governo. De acordo com eles, faltam pessoas que os representem, que falem o que eles pensam.

O grupo já tem seus favoritos para algumas prefeituras, como Fernando Holiday, que comparou Adolph Hitler a Zumbi dos Palmares, ele promete dar mais poder aos pobres.

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Outro favorito é o Rubens Nunes, que defende o fim do ensino público e inclusão de todos os alunos no ensino particular.

O DEM alojou políticos como Carlos Apolinário que já tentou barrar em São Paulo a parada gay. O PSC tem como inimigo dos gays o pastor Marco Feliciano, que classificou os sentimentos dos “homoafetivos” como “podridão” que leva a rejeição, crime e ódio. Ele também afirmou que os africanos descendiam de ancestral que havia sido amaldiçoado por Noé, personagem bíblico. Em relação aos gays, o PPS diz lutar pelos direitos humanos.

O MBL

O movimento surgiu em 2014, sob a coordenação de Kim Kataguiri, Renato Santos e Fábio Ostermann. Segundo Kim, entre #Impeachment da Dilma e combate a corrupção eles querem o impeachment da presidente, o vídeo está disponível no Youtube. O movimento recebe apoio de políticos como Jair Bolsonaro, Marco Feliciano.

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Além de políticos suspeitos de corrupção na Petrobras, tais como: Aécio Neves (PSDB) e Agripino Maia (DEM), entre outros, além de apoio do pastor Silas Malafaia, e artistas como Alexandre Frota e Wanessa.

No auge das denúncias contra Eduardo Cunha, o grupo (junto com outros movimentos como o Revoltados Online e Vem Pra Rua) ovacionou o deputado no salão da Casa Verde em Brasília. Cunha é suspeito de sonegação fiscal e envolvimento na Operação Lava Jato.

Apesar de planejar candidatos para as prefeituras, não existe no grupo consenso ou posicionamento em relação a assuntos como: aborto, casamento gay, criminalização da homofobia, redução da maioridade penal, legalização das drogas.

Quando questionados sobre a declaração de estupro feita por Bolsonaro contra Maria do Rosário, o grupo defendeu que Maria do Rosário havia feito acusações contra Jair. Em uma entrevista, o coordenador do MBL disse que o relatório da Comissão da Verdade tem sido utilizado como um instrumento para a esquerda brasileira se vitimizar.

O mesmo cérebro do grupo (Kim) ganhou mais notoriedade quando tentou explicar as semelhanças entre mulheres feministas e um miojo, segundo ele “elas ficam prontas em três minutos e ‘são’ comida de universitário”. #Manifestação #Dilma Rousseff