Alguns usuários criaram no Twitter, nesta quarta-feira (23) pela manhã, uma hashtag pedindo ao grupo terrorista Estado Islâmico (ISIS) para explodir a presidente #Dilma Rousseff. A hashtag  #EstadoIslamicoExplodeADilma, até a apuração desta matéria, estava como um dos assuntos do momento (em 3º lugar), na rede social.

Mensagens de ódio contra a presidente estavam sendo divulgadas na rede. Além de pedir que o grupo terrorista explodisse a presidente Dilma, alguns usuários também pediam que o grupo armado atentasse contra a vida do ex-presidente Lula.

Alguns usuários criticaram a hashtag, porém a maioria dos outros usuários enviavam mensagens de apoio ao ato terrorista. Um usuário fez a simulação de um vídeo de um ataque em Brasília, nesse vídeo aparecia a presidente Dilma com o seu vice, Michel Temer e em seguida um míssil é disparado explodindo o local onde estavam todos os políticos.

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Além das mensagens de ódio contra a presidente, usuários fizeram montagens dela com as vestimentas do terrorista Osama Bin Laden.

A mídia e a incitação ao ódio

Um usuário acusou que o editor de um jornal de uma conhecida emissora de TV teria incitado a violência virtual, e que o pedido era normal. Não é a primeira vez que jornalistas do referido canal de televisão são acusados de incitações antipetistas em redes sociais. Jornais mundialmente importantes têm criticado a imprensa nacional por agitações antigoverno.

O jornal Publico, de Portugal, acusou os antigovernistas de ter uma ideologia escancaradamente “fascista” e antidemocrática.

Apologia ao terrorismo

Recentemente foi aprovada e sancionada pela presidente Dilma Rousseff a lei 2016/15, trata-se de uma lei que qualifica o #Crime de #Terrorismo.

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Talvez os usuários não saibam, mas poderão ser enquadrados no crime de apologia ao terrorismo.

Sob exigência da justiça toda rede social é obrigada a fornecer os dados pessoais dos usuários que cometem crimes virtuais.

Existem sites especializados em denúncias para crimes virtuais, que vai desde incitação ao ódio, homofobia, pedofilia, intolerância, agressão ou crimes contra a vida das pessoas.

As denúncias podem ser feitas pelo SaferNet e HumanizaRedes.