A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira, dia 04, a vigésima quarta fase da operação Lava Jato, denominada agora de ' Aletheia', palavra de origem grega que quer dizer a 'busca da verdade'. Nesta operação, a polícia terá como alvo o ex-presidente #Lula, em São Bernardo do Campo, São Paulo e ocorrerá simultaneamente no Rio de Janeiro, Bahia e em outros  pontos do estado. Serão cumpridos mandados de busca e apreensão e de condução coercitiva. O ex-presidente terá que ir prestar depoimento à PF, em cumprimento a um destes. Foi intimado também a comparecer ao órgão, Paulo Okamoto, atual presidente do Instituto que  leva o nome de Lula.

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A busca da verdade e dos envolvidos no escândalo da Petrobras 

A nova fase da operação comandada pelo juiz Sérgio Moro, que completa um ano neste mês de março, concentra-se firmemente sobre o seu foco inicial: investigar o complexo esquema de #Corrupção e lavagem de dinheiro, dentre outros que possam aparecer, operados dentro da #Petrobras, além de identificar quais são as pessoas envolvidas direta ou indiretamente no caso. 

Ao todo, o órgão deverá cumprir 44 mandatos, sendo 33 relacionados à busca e apreensão de documentos e outros tipos de provas que possam esclarecer o grau de envolvimento dos investigados e 11 de condução coercitiva, ou seja, quando o citado deverá comparecer obrigatoriamente à PF para prestar depoimento. Lula está incluído nesta lista e deverá ser conduzido para prestar depoimento. 

Esta nova etapa da operação executada pela PF veio após a conclusão da fase anterior, no qual foram presos João Santana e sua atual mulher, Mônica Moura.

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Ambos são os responsáveis pelo marketing das campanhas eleitorais que reelegeram Lula em 2006 e Dilma Rousseff para a presidência da República. O marqueteiro do PT, como é conhecido, está sendo investigado pela suspeita de ter recebido dinhero irregular do governo, via Petrobras. O repasse teria sido feito pela construtora Odebrecht, uma das envolvida no escândalo da estatal brasileira. O juiz Sérgio Moro, que conduz o processo em primeira instância, diante de tantas evidências que envolvem Santana, converteu a prisão temporária do casal em preventiva. Ele resolveu atender também uma solicitação do Ministério Público Federal (MPF) e da própria PF. Deste modo, ambos deverão permanecer presos por tempo indeterminado.