Cerca de 500 mil pessoas (segundo a Agência PT) foram protestar na Av. Paulista na última sexta-feira (18). “Contra o Golpe”, a concentração dos manifestantes teve início às 16h.

A #Manifestação foi organizada por entidades como UNE, CUT, MST, CMP e outros partidos da esquerda brasileira. Comunidades de feministas e LGBTs também participaram do protesto. A manifestação conseguiu reunir um público pluralizado.

Alguns dos manifestantes classificavam o protesto como uma causa. Eles estavam pedindo mais democracia e respeito ao voto da maioria que escolheram a então presidente. Outros manifestantes se diziam apenas contra uma espécie de golpe que "a imprensa" tenta contra #Dilma Rousseff para destituí-la do cargo de presidente.

Publicidade
Publicidade

Na manifestação foram vistas mensagens como “Não se luta contra a corrupção rasgando a constituição” e “Força Dilma, tu não está sozinha”.

Além de mensagens como “Fora Cunha golpista”, em referência ao presidente da Câmara Eduardo Cunha, também foi um dos temas da manifestação a suposta manipulação jornalística da Rede Globo. Segundo os manifestantes, ela é a principal interessada e colaboradora do que eles chamam de golpe, da mesma forma como aconteceu em 1964.

Além das mensagens contra parte da imprensa, os manifestantes reprovavam a postura do juiz Sérgio Moro em relação ao que consideravam como “abusos” na operação Lava Jato.

Inclusive domino (20) seis juristas entraram com uma ação no STF contra o que [também] chamaram de abusos do juiz. Os seguintes juristas assinaram a ação: Celso Antônio Bandeira de Mello, Rafael Valim, Fabio Konder Comparato, Weida Zancaner, Pedro Serrano, e Juarez Cirino dos Santos, além dos advogados de Lula.

Publicidade

O ministro do STF, Marco Aurélio Melo, em 04/03, acusou o juiz Moro de abuso de autoridade. Segundo ele, Lula não havia sido intimidado, portanto, a “condução coercitiva” foi ilegal. Outras autoridades no assunto preferiram classificar a ação como “exagerada”, “precipitação” e “constrangimento”.

A revista Brasileiros fez uma entrevista sobre tolerância e democracia com alguns dos manifestantes que estavam na avenida mais conhecida de São Paulo, na última sexta (18).

A revista fez as mesmas perguntas aos manifestantes que saíram às ruas pedindo o impeachment da presidente em 13 de março.

#Impeachment