Principal alvo de Donald Trump - pré-candidato pelo Partido Republicano para concorrer à presidência dos Estados Unidos - o atual mandatário, Barack Obama, minimizou os frequentes ataques do magnata. Favorito disparado para disputar as eleições, agendadas para o dia 8 de novembro, Trump tem utilizado a atual política de Obama para aumentar sua popularidade junto ao seu eleitorado e ganhar pontos no nicho de eleitores descontentes com a falta de crescimento econômico do país.

Em entrevista coletiva concedida nesta quinta-feira, dia 10 de março, o presidente da maior potência ocidental se esquivou de ser o culpado pelos excelentes resultados amealhados pelo adversário nas prévias até o momento.

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"Eu tenho sido acusado pelos republicanos por um monte de coisas, mas ser culpado pelas primárias deles e por quem eles estão escolhendo (para concorrer) para o partido deles é algo novo”, ironizou Obama, em conversa com a imprensa.

Líder disparado das prévias republicanas, apesar de ser contestado pelos principais líderes de seu partido, Donald Trump questiona o desempenho de Obama na política interna e externa, e como o presidente lida com questões sociais, além de citar as projeções pouco otimistas sobre a economia. Com a língua "ferina", e ataques contra imigrantes, discursos racistas e até a defesa de tortura para interrogar suspeitos de atos terroristas, Trump ganhou terreno rapidamente entre as alas mais radicais dos eleitores norte-americanos. Ted Cruz, senador pelo Texas, também é considerado conservador, mas com as últimas derrotas nas primárias, ele dificilmente conseguirá bater o rival.

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Barack Obama demonstra bastante tranquilidade ao ser apontado como a causa do sucesso de Trump, exatamente pelo fato de os republicanos atravessarem um momento conturbado dentro do próprio partido. "O que eu não vou fazer é validar uma noção de que o racha republicano que está acontecendo é uma consequência de ações que eu tive”, assegurou o atual presidente, que é democrata. Os líderes republicanos temem que o excesso de declarações radicais de seu pré-candidato acabem com qualquer possibilidade de acabar com o domínio democrata na Casa Branca.

Após responder aos jornalistas sobre as indagações feitas sobre o "Efeito Trump", o mais provável é que Obama foque suas atenções nas prévias de seu partido. Hillary Clinton, ex-primeira dama e ex-chefe de Estado, é a favorita para ser indicada à disputa, com boa margem de vantagem sobre seu principal concorrente, o senador por Vermont, Bernie Sanders. A expectativa de boa parte do eleitorado democrata é de que Clinton não promova mudanças significativas em sua gestão, ao passo que Sanders surge como uma opção para mudar o cenário dos Estados Unidos, especialmente quanto à estagnação da economia.

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Porém, somente em julho os partidos anunciarão quem serão os candidatos para suceder Barack Obama na Casa Branca. Trump contabiliza 15 triunfos em 22 prévias sobre Ted Cruz até o momento, com 458 delegados contra 359 de Cruz. No Partido Republicano, são necessários 1.237 dos 2.472 delegados para ser o indicado. Já entre os democratas, Hillary Clinton conta com 1.214 delegados, somando mais da metade do que se pede: 2.382. Sanders, apesar de ter surpreendido em alguns estados, tem o apoio de 566 delegados. Na próxima terça-feira, Flórida, Illinois, Missouri e Carolina do Norte podem alterar este cenário, além, claro da Califórnia, a mais cobiçada pelos pré-candidatos. #Famosos #EUA #Eleições 2016