O ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) encerrou o seu mandato em 2010, com o apoio popular de 83%. Na época ele festejava a sucessão de Dilma Rousseff a presidência do país.

#Lula que tinha sido mecânico comandou o país por dois mandatos, ficou conhecido mundialmente e se tornou uma figura pública, chegando a ter mais aprovação popular do que Nélson Mandela.

O presidente dos E.U.A, Barack Obama o chamou de “O Cara“. Lula surgiu dos movimentos populares dos anos 80 e chegou a ficar preso por 31 dias na época do regime militar, por liderar greves. Começou a ganhar força nessa época e alavancou o Partido dos Trabalhadores, conseguindo chegar ao poder 20 anos mais tarde.

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A mudança de cenário

Na sexta-feira (4), Lula foi levado a prestar depoimentos a PF (#Polícia Federal), operação “Aletheia“ (24ª fase da Lava Jato). Luís Inácio Lula da Silva está sendo acusado de receber favorecimentos de empreiteiras. Elas são suspeitas de participarem do esquema de desvios de dinheiro da Petrobrás, para beneficiar a família de Lula e o Partido dos Trabalhadores.

O ex-presidente e apoiadores dizem que estão sofrendo perseguição política e chamaram os seus aliados a irem se manifestar nas ruas, em apoio a Lula. A operação Lava Jato conta com 70% de aprovação popular. Segundo a “Datafolha”, desconfiam que o petista tenha envolvimento e participação em corrupções do partido do #PT, enquanto governo.

Investigações

O ex-presidente era “intocável“, sobre ele não recaia nenhuma denúncia ou algo que indicasse sua relação com a corrupção na Petrobrás.

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Como diziam: parecia que ele possuía “Teflon“, nada grudava, ou seja, nenhum fato respingava em Lula.

Com a Lava Jato, diretores da Petrobrás que participaram do governo petista foram indiciados e entre eles estavam: Paulo Roberto Costa, Renato Duque e Nestor Cerveró, empresários que bancaram a campanha eleitoral de Lula. No meio estavam os grandes como: Otávio Azevedo, da empresa Andrade Gutierrez, Marcelo Odebrecht, o tesoureiro do PT, João Vacari Neto.

O grande amigo de Lula participou do financiamento da sua campanha política, José Carlos Bumlai, pecuarista e o marqueteiro João Santana.

Entenda

O nome de Lula não havia sido citado nas delações premiadas, em 23 operações da Lava Jato. Com a prisão de Vacari, pois ele foi acusado de reter dinheiro desviado da Petrobrás para o PT, chegou-se ao ex-presidente. A operação estabeleceu uma ponte entre o Bancoop e Lula.

Através da operação Triplo-X, descobriu que o Bancoop usava um prédio de fachada para ocultar as ilegalidades, as propinas.

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Desconfiaram que Lula fosse o dono do apto 164-A, no Condomínio Solaris (Guarujá) e que havia sido remodelado pela OAS. Com o fato, Lula passou a ser investigado,

O sítio Santa Bárbara (Atibaia), também entrou na mira da Lava Jato, pois a OAS, a Odebrecht e Bumlai reformaram o local e o mesmo era usado por Lula e família.

Delcídio do Amaral (PT) em delação revelou que pretendiam intervir na operação Aletheia. A Lava Jato ligou os fatos entre as reformas dos imóveis e as palestras de Lula, que foram pagas pelas empresas. O montante chegou a 30 milhões, dinheiro que desconfiaram ser dos desvios da Petrobrás.

Final

Lula se viu ás voltas com a PF (Polícia Federal), os militantes do PT foram ás ruas e também os da oposição. Ao sair o ex-presidente deu declarações e a Lava Jato mostrou que há indícios de corrupção e lavagem de dinheiro. As investigações irão continuar e não se sabe como será o desfecho. Será que Lula comprometeu a sua história? Não se sabe como ficará o PT e o Brasil.