Os principais partidos de oposição reuniram-se, nesta terça-feira, dia 29,  com os principais representantes da imprensa estrangeira, para uma entrevista em torno do processo de #Impeachment contra a presidente #Dilma Rousseff. Estiveram presentes os principais líderes oposicionistas que fizeram questão de ressaltar a legalidade de todo o processo. Eles defenderam também a realização da operação Lava Jato e declararam que estão comprometidos com a busca de soluções definitivas para o quadro de crise que o país atravessa atualmente.

A entrevista contou com os principais líderes da oposição ao #Governo: Aécio Neves, presidente nacional do PSBD, Agripino Maia, do DEM, Roberto Freire, do PSB, Carlos Siqueira, do SD, Paulinho da Força Sindical e Marconde Gabeira, representante do PSC.

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Aécio Neves fez questão de ressaltar que a oposição teve a iniciativa de convocar uma entrevista com a imprensa estrangeira, para reafirmar que os parlamentares estão cumprindo o que determina a Constituição Federal. Eles também  procuraram rebater as afirmações da própria Dilma de que haveria a tentativa de se instalar um golpe no país, com a instauração do processo que pede o seu afastamento.

Aos jornalistas estrangeiros, os oposicionistas afirmaram que todos os trâmites do impeachment possuem embasamento constitucional. Eles declararam que não preferiram tal alternativa. Seria mais lógico convocar novas eleições, entretanto, diante da gravidade da crise política, a saída mais rápida seria pedir o afastamento da presidente.

O senador tucano não quis comentar as citações do seu nome na operação Lava Jato.

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Entretanto, declarou que em nenhum momento se posicionou contra as investigações e fez questão de ressaltar que é favorável ao prosseguimento da operação.

Ao ser questionado sobre as declarações de que o governo da presidente teria acabado, Aécio Neves afirmou que, na situação política que se encontra, Dilma não oferece mais condições de governabilidade e nem de garantir ao povo brasileiro as condições necessárias para um crescimento econômico e geração de empregos. Nas palavras do tucano, a saída do PMDB foi o " fechamento do caixão do governo de Dilma".

Com relação ao vice, Michel Temer, Aécio afirmou que o parlamentar, caso assuma a presidência, terá pela frente um processo difícil de transição política. Ele terá que pôr em prática metas que possam colocar novamente o país no rumo certo do crescimento. O tucano não descarta que será necessário adotar medidas duras. Ele afirmou que a sua bancada estará disponível para apoiar o novo presidente nesta mudança.