Após a confirmação da ida de Lula para a Casa Civil no atual #Governo de #Dilma Rousseff, nesta quarta-feira, dia 16, pelo Palácio do Planalto, as reações dos partidos de oposição são inevitáveis e começam a pipocar, fazendo a temperatura do meio político ferver. Um consenso entre os líderes dos partidos de oposição dão conta de que a notícia faz parte de uma manobra, que vem sendo estudada desde quando #Lula foi depor, à força, na Polícia Federal (PF), e que cumpriu seu papel, quando Lula aceitou o convite. Ela foi abreviada desde quando Sérgio Moro ficou incumbido de decidir sobre a prisão do ex-presidente.

Apesar da decisão do ex-presidente ser de caráter político, conforme anunciou o PT, os seus opositores estão convencidos de que o fato vai servir para que Dilma possa se proteger do constante desgaste político que vem prejudicando a sua imagem há algum tempo.

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Além disto, Lula poderá se proteger da inevitável prisão que viria pela simples assinatura de Moro ao decretar a mesma. O ex-presidente muda de foro, sai de Curitiba e vai para o Planalto Central, no STF. Dilma, por sua vez ganha um coordenador político de peso, que poderá ajudá-la a sepultar de vez o seu impeachment.

Reforçando a tese do impeachment, para o líder no senado, Cássio Cunha Lima, a atitude de Dilma decretou o seu "autogolpe", apressando o seu fim. Para Marcus Pena, deputado federal pelo PSDB de Minas Gerais, a presidente decretou o seu próprio impedimento. Basta agora, a sua oficialização pelo Congresso. A conclusão dos oposicionistas é de que Dilma deveria considerar seu governo por terminado. Na Casa Civil, Lula poderá comandar o país nos bastidores.

O deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA) considera a atitude de Lula uma ofensa ao povo brasileiro que esteve nas ruas no último domingo, dia 13, pedindo justamente a sua prisão.

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Ao invés de tentar se defender publicamente, o futuro ministro da Casa Civil preferiu se refugiar dentro do próprio governo. Com medo de Moro, Lula saiu pelas portas dos fundos, pois sabe que no poder, irá ter foro especial junto ao STF, onde a maioria dos seus integrantes foram indicados por Dilma ou por ele mesmo. Para o político, esta é uma declarada confissão de culpa. E Dilma, inevitavelmente, é a sua cúmplice nesta manobra.

Tanto o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) quanto o senador Álvaro Dias (PV-PR), irão protocolar ações populares em todo o Brasil para barrar a nomeação do ex-presidente para a Casa Civil. O argumento é baseado no princípio de desvio de finalidade e deverá passar por todas as instâncias da justiça brasileira. Na justificativa, alguém que assume um cargo público deve fazê-lo para trabalhar para o bem da comunidade e não para se proteger de ações judiciais.

Mais uma vez, todos os senadores concordam com a tese de que Lula, no governo, vai iniciar o seu terceiro mandato antecipadamente, encerrando com o governo Dilma e preparando a sua eleição para o cargo em definitivo, no ano de 2018.