Os últimos acontecimentos que movimentaram o cenário político brasileiro levaram a oposição a se unir em torno do #Impeachment de #Dilma Rousseff. Quadros históricos do PSDB, principal sigla opositora do governo, sincronizaram o discurso em favor do afastamento da petista eleita em 2014, justamente sobre o tucano #Aécio Neves, em apertada decisão no segundo turno.

Na última semana, foi montada pela Câmara dos Deputados, presidida pelo peemedebista Eduardo Cunha, a Comissão Especial responsável por analisar o pedido de impeachment de Dilma Rousseff. Rogério Rosso, do PSD-DF, foi o deputado escolhido como o presidente da comissão.

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Segundo ele, o processo do impedimento deverá ser votado dentro dos primeiros 15 dias do mês de abril. Até lá, a tendência é de muita dor de cabeça para a presidente brasileira, mesmo amparada por Lula, que ainda vive uma disputa judicial para ser o ministro-chefe da Casa Civil.

Reticente em determinado momento, a oposição parece já não ter dúvidas de que a melhor saída para o Brasil, nesse momento, é a aprovação do processo de impeachment de Dilma Rousseff. No dia 13, data da última grande manifestação contra o governo nas ruas do país, Aécio Neves, presidente nacional do PSDB, declarou que só via três saídas para a nação: a saída de Dilma via impeachment, renúncia ou cassação da chapa através do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Nesse final de semana, o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, que comandou o Brasil entre 1995 e 2002, seguiu a mesma linha de Aécio Neves e disse, em entrevista ao jornal “O Estado de S.Paulo”, que o único caminho que o país pode trilhar para sair da crise que vive é por meio do impeachment da presidente Dilma Rousseff.

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No final do ano passado, receoso dos efeitos do processo de impedimento, FHC defendia a saída de Dilma via renúncia. Agora, mudou o discurso.

Na análise do ex-presidente, o impeachment virou uma pauta defendida pelo povo e é o principal recado passado pelas ruas. No dia 13, cerca de 3,6 milhões de brasileiros, segundo as autoridades, foram às ruas em manifestação contra o governo Dilma. O pedido de impeachment da petista e da prisão do potencial futuro ministro da Casa Civil, Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula, foram as principais demandas dos manifestantes.

“Se eu consegui mesmo entender o recado das ruas, o grito era a favor do impeachment. O pedido era de renúncia, de impeachment, de fim. Claro que o processo de impedimento de qualquer governante é bastante doloroso, mas os fatos nesse momento estão se impondo”, destacou FHC.

Mesmo adotando a posição favorável ao processo de impeachment de Dilma, o ex-presidente faz questão de destacar que não vê qualquer desvio de conduta da governante.

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Segundo ele, o problema atual advém da “grande incapacidade” do governo como um todo funcionar.

“Vocês não verão uma palavra ofensiva minha com relação à presidente Dilma. Pela consideração institucional e pessoal. Mas com a incapacidade do atual governo em fazer as coisas funcionarem, vejo que o caminho restante é o impeachment”, salientou.