A matéria intitulada "Nas Entrelinhas: Renúncia com estilo" publicada no site do jornal Correio Braziliense, no último dia 30, chama a atenção para uma discussão que está tomando corpo nos bastidores da política em Brasília: a possível renúncia de #Dilma Rousseff. Este é um fato que vem sendo alvo de discussão entre os partidos, tanto da base aliada quanto da oposição. Até o próprio PT já admitiu tal hipótese. Embora a própria petista já tenha descartado em público tal decisão, a sua eventual saída por esta via e a convocação de novas eleições, já é considerada como uma alternativa para uma saída mais rápida da #Crise e uma maneira de se evitar o impeachment.     

PMDB -  O estopim da renúncia

A saída oficial do PMDB da base de apoio ao #Governo foi o que faltava para deflagrar, nos demais partidos, a tendência de fragmentação política.

Publicidade
Publicidade

Depois da legenda do vice, Michel Temer, foi a vez das demais siglas como o PP,  o PTB e o PR. Somente o PSD continua num impasse, visto que o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, presidente da sigla, liberou seus pares para votarem como quiserem. Ele, entretanto continua no governo ocupando uma das pastas mais importantes.

A movimentação partidária em torno do impeachment

No momento atual, todos os partidos se movimentam em torno da tramitação do impeachment. Entretanto, não perdem de vista, o maior referencial de um futuro poder em Brasília: O PMDB, mais precisamente, Michel Temer. Os partidos de esquerda, como o PSDB lideram o bloco a favor do processo, juntamente com o PPS, DEM, o Solidariedade e o recente PSB. Em posição de neutralidade, até o momento, somente a rede de Marina Silva.

Publicidade

Na outra ponta, na base governista, temos o PSOL, o PC do B e o próprio PT, que tenta conseguir apoio contra o impeachment. Além disso, o PDT se posiciona a favor do governo, embora, prefira tocar seu projeto próprio para 2018: Ciro Gomes.

A fragmentação interna do PT e a discussão sobre a possibilidade de renúncia

Depois de atingir outros partidos, a crescente dissolução da própria base toma corpo dentro do Palácio do Planalto. Integrantes da sigla de Lula já admitem a derrota de Dilma, caso ela resista lutar contra o impeachment. Embora a presidente ainda esteja no partido, porque atende aos interesses de seu antecessor, muitos já admitem a criação de uma nova sigla com a saída antecipada da presidente. Isso seria facilitado pela renúncia expressa da petista, o que evitaria o impeachment.  A discussão envolve, também, além da saída voluntária de Dilma, a convocação de novas eleições. Alguns parlamentares duvidam dessa possibilidade, diante da falta de poder presidencial e porque iria contra os interesses tanto de Lula, quanto do próprio Temer. Um novo pleito seria interessante para Marina Silva. detentora de boa colocação nas pesquisas, assim como de Aécio Neves, com a possibilidade de ressuscitar seu eleitorado que o conduziu até o segundo turno, nas últimas eleições presidenciais.