Um dos maiores opositores do governo PT, o Deputado Federal Paulinho da Força (Solidariedade-SP) confessou, em áudio vazado e disponível na internet, que "tem muita gente querendo financiar esse negócio do impeachment". Além disso, o deputado afirmou que o processo de impedimento só está tramitando "por causa de Eduardo Cunha", recentemente considerado réu por #Corrupção pelo Supremo Tribunal Federal. O líder do Solidariedade na Câmara ainda disse que acredita que até a segunda semana de abril Dilma Roussef já terá caído.

A polêmica em torno do financiamento do impeachment gira em torno de algumas repetições históricas: a FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) foi uma das grandes financiadores do Golpe Civil-Militar de 1964, quando se depôs, acusado de corrupção e comunismo, o presidente João Goulart.

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Na última semana, partidários do impedimento da presidenta Dilma, acampados à frente da Federação liderada por Paulo Skaf, receberam alimentação da entidade, como filé mignon e massa. A assessoria de imprensa da FIESP disse, ao ser questionada pela ajuda aos manifestantes, que "ali é a casa do impeachment" em São Paulo. Paulo Skaf também tem sido um dos maiores defensores da diminuição de direitos pela CLT e da Lei de Terceirizações, capitaneada pelo presidente da Câmara dos Deputados.

O posicionamento das grandes redes de mídia, como Globo e Bandeirantes, tem sido questionada. A transmissão ao vivo das manifestações contra Dilma e a ocultação dos protestos a favor do governo e da democracia - como a do último dia 18 - tem colocado em xeque a suposta imparcialidade dos veículos de comunicação diante do processo.

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A Comissão do Impeachment, que será presidida pelo réu por corrupção Rogério Rosso (PSD-DF), terá 37 investigados na justiça entre os 65 deputados que a formarão. Políticos já condenados, como Paulo Maluf (PP) e o próprio Paulinho da Força, participarão do processo. O seu relator, Joariz Arantes (PTB-GO), já teve duas contas de campanha rejeitadas. Contabiliza-se que, a cada cinco deputados da comissão, três receberam dinheiro das empresas investigadas pela Operação Lava Jato.

Analistas econômicos dizem que o mercado especulativo, diante das recentes altas da Ibovespa e das fortes quedas do dólar americano, comprou a ideia do impeachment. Faz-se necessário lembrar que Lula, recentemente conduzido ao Ministério da Casa Civil, ao contrário da economia especulativa que depende de juros altos para viabilizar o lucro, defende uma redução da taxa SELIC para o aumento de crédito na economia real, tendo como consequências a volta de investimentos, empregos e, por conseguinte, de consumo. #Congresso Nacional