Os principais caciques do PMDB se reuniram neste sábado, em Brasília, dia 12 de março, e deram nova mostra de que não sabem ainda qual rumo tomar até a realização de uma votação, daqui a 30 dias, para saber se o rompimento com o #PT será aceito. Com muita pressão exercida pelos militantes peemedebistas, uma moção foi aprovada, proibindo que os afiliados do partido aceitem novos cargos no atual governo. O deputado Mauro Lopes, do PMDB de Minas Gerais, estava cotado para assumir a pasta da Secretaria da Aviação Civil, mas o partido não quer tomar medidas precipitadas.

O partido da base aliada ainda não sabe se continuá ao lado do PT - principalmente com todas investigações envolvendo o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a atual presidente Dilma Rousseff -, ou se vai desfazer a aliança com os petistas.

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O mais provável é que no encontro agendado para o mês que vem, o PMDB deixe a base e comece a articular ações junto ao PSDB. Além disso, boa parte dos principais líderes do partido é a favor de lançar candidatos peemedebistas nas eleições de 2016.

A moção foi votada depois de o ex-ministro Eliseu Padilha ser hostilizado por militantes, ao citar Mauro Lopes como "futuro ministro". Entretanto, o vice-presidente #Michel Temer entrou em ação e agilizou o processo junto à bancada de Minas Gerais para que o processo fosse posto em votação. Presidente do partido, Temer deverá ser reeleito para a função e apesar de ainda estar junto ao governo, não tem demonstrado afinidade com a presidente Dilma já há alguns meses.

No evento deste sábado, os principais nomes que ainda estão ao lado da petista sequer subiram ao palanque para discursar.

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Inibidos pelos gritos dos militantes, para que os integrantes do PMDB deixem seus cargos mesmo antes da convenção, o evento acabou tomando um aspecto de comício para que os descontentes desabafassem contra o PT e fortalecessem os protestos deste domingo, 13. Moreira Franco, presidente da Fundação Ulysses Guimarães, reiterou que em vista dos acontecimentos deste sábado, Mauro Lopes será proibido de aceitar o cargo.

O senador Eunício Oliveira, líder do PMDB, falou que o partido não tem a pretensão de ser um possível alvo de adversários e ser tratado como "golpista e oportunista". O político do Ceará acha que é uma questão de "paciência" até que o partido resolva qual lado irá seguir para as eleições de 2016. O mais provável, entretanto, é que o PMDB rompa definitivamente com o Partido dos Trabalhadores e a partir daí estabeleça novos planos de ação para não perder espaço no cenário político nacional.  #Crise no Brasil