Ditar contra a liberdade de expressão é ditar contra o estado democrática de direito. Falar em calar a mídia, por mais que discorde das opiniões ou de sua linha editorial, é a mesma coisa que voltar aos tempos da ditadura e das mordaças aos meios de imprensa.

A fala do presidente do Partido dos Trabalhadores (#PT), Rui Falcão, pode ser interpretada dessa maneira. O texto, veiculado no site do partido, diz assim: “(...) O nosso #Governo precisa ter iniciativas no plano econômico e ações políticas para romper o cerco em torno dele. Afinal, não é possível que emissoras de rádio e TV, concessões de serviços públicos, continuem à margem da lei, propagando e organizando o golpe”.

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Além do trecho acima, a publicação insinua que o governo deve caçar essas concessões para, assim, destravar a crise e seguir o caminho para a melhora do país. Mas do jeito que eles planejam.

Críticas veladas

O texto não cita explicitamente, mas fica claro que tais ataques são direcionados à Rede Globo. Durante a cerimônia de posse do ex-presidente Lula como Ministro Chefe da Casa Civil – posse essa que foi suspensa pelo Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes – membros de vários sindicatos, presentes no ato, gritaram as seguintes palavras de ordem: “O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”.

A emissora, tanto na chamada TV aberta quanto em seus canais fechados, tem sido duramente criticada por movimentos esquerdistas. Segundo eles, a emissora vem manipulando informações e inventando fatos.

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Essas suposições já fizeram com que os apresentadores do Jornal Nacional explicassem que a “imprensa não produz grampos, nem conduz investigações da polícia e da Justiça. A imprensa cumpre o dever de informar sobre elas sem restrições, como assegura a Constituição. E continuará assim”.

O que a constituição diz

A Constituição Federal de 1988, no capítulo V, intitulado Da Comunicação Social, diz, no artigo 220, que a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação não sofrerão restrições. No 2º parágrafo afirma que está “vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística”. #Dilma Rousseff